O empresário norte-americano John Textor marcou presença neste sábado na Libertadores Experience, evento promovido pela Conmebol na Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro. Em meio ao imbróglio jurídico que envolve a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, o investidor reforçou publicamente sua posição de que permanece como o legítimo proprietário da instituição, apesar das decisões judiciais brasileiras que o afastaram da gestão.
Disputa jurídica e o futuro da SAF
Textor baseia sua argumentação em pareceres favoráveis obtidos recentemente na Justiça dos Estados Unidos. Segundo o empresário, o contrato de venda de suas ações para a Eagle é nulo, tanto em território norte-americano quanto no Brasil. O investidor reconheceu que o desfecho do caso pode exigir uma longa tramitação, possivelmente alcançando instâncias superiores em Brasília.
Atualmente, a estrutura da SAF do Botafogo encontra-se sob controle do clube social, que detém 51% das ações, enquanto a Eagle Bidco permanece com 49%. O cenário de incerteza é agravado por uma assembleia da SAF agendada para a próxima quinta-feira (24/9), que poderá resultar na diluição das ações da Eagle e facilitar a entrada de novos grupos, como a GDA Luma.
Impactos para o futebol brasileiro
Para o empresário, a disputa ultrapassa os limites do clube carioca e serve como um teste para a segurança jurídica dos investimentos no esporte nacional. Textor defende que o país precisa proteger o modelo da Lei da SAF contra influências de estruturas administrativas antigas, que, segundo ele, buscam se aproveitar de forma oportunista da situação atual.
“Fui convidado para investir não só na equipe, mas neste país. Acho que queremos incentivar esse investimento para fortalecer o futebol brasileiro, o melhor do mundo”, afirmou Textor em entrevista ao portal ge. O investidor reiterou que sua motivação é o compromisso com o clube e a necessidade de retomar um caminho vitorioso para a instituição.
Contexto da recuperação judicial
O Botafogo atravessa um delicado processo de recuperação judicial, fator que permitiu o afastamento de Textor pela Justiça do Rio de Janeiro. O empresário classificou o momento como frustrante, mas mantém a expectativa de que os tribunais brasileiros chegarão a uma conclusão favorável à sua tese. Enquanto isso, o clube segue em uma fase de transição administrativa que definirá os rumos do futebol alvinegro para as próximas temporadas.
Fonte: fogaonet.com

































