O futebol brasileiro reverencia a memória de Roberto Dias, um dos maiores ídolos da história do São Paulo Futebol Clube. O ex-jogador, que faleceu em 26 de setembro de 2007, aos 64 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória, é lembrado não apenas pela longevidade no clube, mas pela técnica apurada que o diferenciava dos defensores de sua época. Reconhecido por Pelé como o melhor quarto-zagueiro que já enfrentou, Dias personificou a elegância e a precisão defensiva durante os anos 60 e início dos anos 70.
Legado técnico e números no Tricolor
Nascido em 1º de junho de 1943, no bairro do Canindé, em São Paulo, Roberto Dias construiu uma carreira sólida vestindo a camisa tricolor. Ao longo de 523 partidas oficiais, o atleta acumulou 242 vitórias e marcou 76 gols, um feito notável para um jogador que atuava predominantemente na linha defensiva. Sua habilidade em cobrar faltas e a capacidade de organizar o meio-campo tornaram-no uma peça fundamental, mesmo em um período em que o clube concentrava seus recursos financeiros na construção do Estádio do Morumbi.
Protagonismo em tempos de reconstrução
Durante a década de 1960, o São Paulo atravessou um período de escassez de títulos, reflexo direto do esforço monumental para erguer sua casa própria. Apesar da ausência de troféus expressivos naquele intervalo, Roberto Dias era a principal atração para os torcedores que frequentavam os estádios. Sua intimidade com a bola permitia jogadas plásticas, incluindo dribles desconcertantes sobre grandes atacantes, consolidando sua fama de craque que transcendia a posição de zagueiro.
Conquistas e o fim da fila
A consagração coletiva de Roberto Dias com o manto são-paulino veio com a conquista dos campeonatos paulistas de 1970 e 1971. Esses títulos foram cruciais para encerrar um longo jejum de 13 anos sem vitórias estaduais, marcando o início de uma nova era de competitividade para o clube. A trajetória do jogador, detalhada em obras como o “Almanaque do São Paulo”, de Alexandre da Costa, permanece como um registro essencial para compreender a evolução tática do futebol nacional.
Memória viva no futebol brasileiro
Além de sua atuação pelo São Paulo, Dias teve passagens marcantes pela Seleção Brasileira, onde conviveu com lendas como Gylmar, Gérson e Carlos Alberto Torres. Sua versatilidade, capaz de atuar tanto na zaga quanto no meio-campo, garantiu seu lugar entre os grandes nomes do esporte. Para manter viva a história de ídolos como ele, o portal Terceiro Tempo preserva registros detalhados sobre sua carreira e participações em programas esportivos.
Fonte: uol.com.br


































