Uma partida do Campeonato Boliviano, disputada ontem, foi marcada por um cenário de terror fora das quatro linhas. O goleiro Manuel Ferrel, do Guabirá, relatou ter sofrido graves ameaças de morte antes do confronto contra o Always Ready, que terminou em uma goleada de 6 a 0 para os adversários. O caso expõe a vulnerabilidade de atletas diante de ações criminosas que buscam manipular resultados esportivos.
Ameaças contra a vida do goleiro e seus familiares
Segundo o técnico Leonardo Eguez, o arqueiro foi alvo de intimidações direcionadas a ele e a seus familiares, incluindo sua mãe e sua esposa. Os criminosos exigiam o pagamento de uma quantia em dinheiro ou que o atleta permitisse a marcação de pelo menos três gols durante a partida. O relato foi compartilhado pelo jogador com seus companheiros de equipe momentos antes do início do jogo.
O impacto psicológico foi imediato. Ferrel sofreu quatro gols em menos de 40 minutos de jogo, momento em que foi substituído. O atacante Abrego, que também deixou o campo precocemente, descreveu o clima de pavor vivido pelo elenco. “Eu saí porque estava muito assustado. Me dá medo. O que ia acontecer se eu fizesse um gol? Saí chorando porque é a vida da mãe de um companheiro”, declarou o jogador em entrevista coletiva.
Investigações e apelo das autoridades esportivas
Diante da gravidade da situação, o Guabirá exige uma apuração rigorosa para identificar e punir os responsáveis. O treinador Leonardo Eguez compareceu à Força Especial de Combate ao Crime para prestar depoimento como testemunha. O clube clama por uma intervenção das autoridades nacionais para desmantelar o que classificou como uma máfia infiltrada no futebol.
A Federação Boliviana de Futebol e o Ministério Público já iniciaram os procedimentos investigativos para esclarecer os fatos. O episódio coloca em xeque a segurança dos profissionais envolvidos na competição, que atualmente ocupa a nona posição na tabela, somando 26 pontos. O caso segue sob análise das autoridades locais, enquanto o mundo do esporte observa a busca por justiça para os atletas envolvidos.
Fonte: uol.com.br

































