O chefe da equipe Alpine na Fórmula 1, Flavio Briatore, levantou questionamentos públicos sobre a imparcialidade de um dos juízes do Tribunal Internacional de Apelação da FIA. A polêmica surgiu após a entidade reverter a classificação do Grande Prêmio de Mônaco, decisão que retirou o piloto Pierre Gasly do pódio em favor de Isack Hadjar, da Red Bull, e Oscar Piastri, da McLaren.
Conflito de interesses e suspeitas sobre o tribunal
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, Briatore afirmou que Filippo Marchino, um dos quatro juízes responsáveis pelo julgamento, teria agido de forma tendenciosa. Segundo o dirigente italiano, o magistrado comportou-se como um “promotor” contra a Alpine durante a audiência ocorrida em 25 de agosto.
O cartola alegou que a equipe descobriu vínculos entre Marchino e a McLaren após o encerramento do processo. Briatore mencionou a existência de registros fotográficos que ligariam o juiz a um evento da McLaren em 2018, além de uma suposta associação comum através da One Drop Foundation, para a qual a escuderia de Woking teria doado veículos.
Reação de Andrea Stella e defesa da McLaren
Presente na mesma coletiva, o chefe da McLaren, Andrea Stella, rebateu as insinuações de seu compatriota com firmeza. Stella classificou as declarações de Briatore como “insultantes” para a reputação de sua equipe e defendeu a lisura de todo o processo conduzido pelo Tribunal Internacional de Apelação.
Para o dirigente da McLaren, o recurso apresentado pela equipe visava garantir a clareza na aplicação do Artigo 1.1.1 do Código Desportivo Internacional. Stella enfatizou que a busca pela igualdade e justiça esportiva superava a importância dos dois pontos ganhos na tabela do campeonato, rechaçando qualquer irregularidade na condução do caso.
Desdobramentos e possíveis medidas da Alpine
Ao ser questionado sobre a ausência de objeções formais da Alpine em relação à presença de Marchino no painel antes da audiência, Briatore justificou que a equipe desconhecia as supostas conexões no momento do julgamento. O dirigente não descartou a possibilidade de tomar novas medidas legais sobre o caso.
“Estamos pensando nisso. Vamos deixar passar este fim de semana e depois pensaremos a respeito”, declarou o chefe da Alpine. Enquanto a controvérsia ganha corpo no paddock, a FIA mantém a decisão que alterou o resultado final da prova em Monte Carlo, impactando a classificação da temporada 2026.
Fonte: motorsport.uol.com.br

































