A 16ª edição do Cinefoot, o prestigiado Festival de Cinema de Futebol, encerrou suas atividades celebrando a diversidade de narrativas que compõem o universo do esporte. Entre os destaques da mostra competitiva internacional, o documentário Copinha, dirigido por Joaquim Salles, conquistou o prêmio de melhor longa-metragem, consolidando-se como a obra favorita do público nesta edição do evento.
Trajetória do Esporte Clube Macapá na Copinha
O documentário premiado narra a jornada do Esporte Clube Macapá durante a edição de 2024 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A obra destaca os desafios enfrentados por jovens atletas da capital amapaense, que buscam visibilidade no cenário nacional apesar das barreiras geográficas e da distância dos grandes centros esportivos do país.
Durante a competição retratada, o time amapaense demonstrou resiliência ao vencer o Potyguar Seridoense-RN e garantir empates estratégicos contra o Vasco e o Flamengo de Guarulhos. A equipe avançou na fase de grupos, sendo superada apenas na etapa seguinte pelo Ibrachina, clube paulista especializado em categorias de base.
Representatividade e memória no cinema esportivo
Além da categoria de longas, o festival reconheceu produções que exploram o impacto social e histórico do futebol. O prêmio de melhor curta-metragem foi concedido a Camisa 9, de Guilherme Baptista, que resgata a trajetória de três jornalistas negros da família Baptista. A obra detalha como Orlando, Luiz Orlando e Oswaldo transformaram a cobertura televisiva do esporte na década de 1980, introduzindo irreverência e representatividade nas mesas-redondas.
O Troféu João Saldanha, destinado a obras que enfatizam o caráter democrático e libertário do futebol, foi entregue ao documentário Coligay, dirigido por Guto Franco e Murilo Megale. O filme documenta a fundação da primeira torcida organizada 100% gay do Brasil, ligada ao Grêmio, um marco de resistência criado durante o período da ditadura militar.
Resgate das raízes na várzea brasileira
Completando a lista de premiados, o Troféu Museu da Pelada foi conferido ao documentário Várzea, dirigido por D’Andrade. O filme promove um resgate afetivo das memórias do futebol amador praticado em campos de terra batida, discutindo o gradual desaparecimento desses espaços fundamentais para a cultura popular brasileira.
O festival, que promoveu exibições gratuitas no Rio de Janeiro e em São Paulo, reafirma seu papel como principal vitrine para o cinema esportivo no país. Mais detalhes sobre a programação e os vencedores podem ser consultados na Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


































