O lateral-esquerdo Matías Viña atravessa um momento de incerteza em sua trajetória no futebol argentino. Atualmente vinculado ao River Plate por meio de um contrato de empréstimo válido até dezembro de 2026, o jogador uruguaio perdeu espaço no elenco e não integra mais os planos do técnico Eduardo Coudet para a sequência da temporada.
Afastamento e rotina de treinos no River Plate
A situação do atleta se agravou nas últimas semanas, culminando em uma mudança drástica em sua rotina diária no clube de Buenos Aires. Após retornar da disputa da Copa do Mundo, o lateral passou a realizar atividades em horários alternativos, separado do restante do grupo principal que é utilizado pela comissão técnica.
A ausência de Matías Viña nas partidas recentes evidencia o distanciamento entre o jogador e o comando técnico. O uruguaio não foi relacionado para confrontos importantes, como os duelos contra o Flamengo, pelo Torneio do Algarve, além de partidas diante do Aldosivi e do Barracas Central.
Posicionamento do Flamengo sobre o retorno do lateral
Diante do cenário de ostracismo na Argentina, a diretoria do River Plate chegou a avaliar a possibilidade de rescindir o contrato de empréstimo antecipadamente. No entanto, a proposta de devolver o jogador ao Flamengo não obteve sucesso, sendo prontamente descartada pelo diretor esportivo rubro-negro, José Boto.
O clube carioca entende que o retorno do defensor não se alinha ao planejamento esportivo atual. Sob o comando de Leonardo Jardim, o elenco já conta com opções consolidadas para a lateral esquerda, como Alex Sandro e Ayrton Lucas, além da ascensão do jovem Johnny, que se destacou durante o Torneio do Algarve.
Impactos financeiros e cláusulas contratuais
Além da questão técnica, o fator financeiro pesa na decisão do Flamengo. O clube busca otimizar a folha salarial para viabilizar novas contratações, como as negociações envolvendo Thiago Almada, do Atlético de Madrid, e Luiz Henrique, do Zenit. Assumir os vencimentos de Matías Viña, que giram em torno de R$ 700 mil mensais, seria um movimento contrário à estratégia de austeridade.
Caso o River Plate insista na quebra do acordo antes do prazo, o clube argentino teria de arcar com as penalidades previstas em contrato. Isso inclui o pagamento de uma multa rescisória estipulada em US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5,1 milhões, além da responsabilidade pelo pagamento integral dos salários do atleta até o encerramento do vínculo original, totalizando cerca de R$ 3,5 milhões. Para mais detalhes sobre o mercado da bola, acompanhe as atualizações em Flamengo.
Fonte: terra.com.br


































