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Paulo Angioni é velado nas Laranjeiras em cerimônia marcada por forte comoção

Paulo Angioni é velado nas Laranjeiras em cerimônia marcada por forte comoção

O futebol brasileiro despediu-se neste domingo de uma de suas figuras mais emblemáticas. O corpo de Paulo Angioni, ex-diretor de futebol do Fluminense e profissional com trajetória histórica no esporte nacional, foi velado na sede das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. A cerimônia reuniu familiares, amigos, jogadores e dirigentes de diversos clubes, unidos pelo respeito à memória do executivo, que faleceu após enfrentar um câncer no pâncreas diagnosticado recentemente.

Despedida nas Laranjeiras e homenagens do meio esportivo

O ambiente no Salão Nobre do Fluminense foi de profunda emoção. Entre os momentos mais marcantes, o encontro entre o treinador Fernando Diniz e o atleta Cano simbolizou o impacto de Angioni na vida de quem com ele conviveu. Diniz, que trabalhou com o dirigente em duas passagens pelo clube carioca, prestou uma homenagem pública, definindo-o como um mentor e um gênio do futebol, sendo aplaudido pelos presentes.

O elenco tricolor compareceu em peso para a última despedida. Jogadores como Thiago Silva, Paulo Henrique Ganso e o técnico Marcão prestaram suas homenagens, enquanto ídolos como Ricardo Gomes e Duílio também marcaram presença. A cerimônia contou ainda com a participação de treinadores como Eduardo Barroca, Zé Ricardo e Joel Santana, além de representantes de diversas instituições do futebol brasileiro.

Presença de rivais e união do futebol nacional

A relevância de Paulo Angioni para o esporte ficou evidente pela diversidade de personalidades presentes. Dirigentes do Vasco, clube onde o profissional teve uma passagem marcante de 14 anos, como Alexandre Campello e Jorge Salgado, compareceram para prestar solidariedade. Representantes do Flamengo, incluindo o atual presidente Luiz Eduardo Baptista, também estiveram no local, assim como membros da CBF e da CBV.

O respeito à sua trajetória atravessou as rivalidades históricas. Romário, com quem Angioni trabalhou tanto no Vasco quanto no Flamengo, enviou uma coroa de flores, gesto repetido por instituições como o Palmeiras. Ao final da cerimônia, o Hino do Fluminense foi entoado pelos presentes, e o corpo de Angioni deixou as Laranjeiras sob aplausos, seguindo para o sepultamento no cemitério do Catumbi.

Legado e trajetória no futebol brasileiro

Com uma carreira iniciada nos anos 1980, Angioni construiu um currículo vasto, passando por clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Bahia. Formado em psicologia e administração esportiva, foi um dos pioneiros na defesa da integração de profissionais de psicologia nas comissões técnicas, visão que aplicou ao longo de décadas de trabalho. Saiba mais sobre a trajetória do dirigente no portal ge.

Sua ligação com o Fluminense, clube do coração, foi o ponto alto de sua carreira recente. Angioni participou ativamente da conquista inédita da Libertadores de 2023, um título que coroou seu trabalho como executivo. O dirigente, que também atuou na supervisão da Seleção Brasileira entre 1989 e 1990, deixa um legado de profissionalismo e dedicação que marcou gerações de atletas e gestores.

Fonte: netvasco.com.br

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