O presidente da FIFA, Gianni Infantino, sinalizou que a entidade máxima do futebol mundial está aberta a debater uma nova ampliação no número de participantes da Copa do Mundo. Em entrevista recente ao jornal suíço Bluewin, o dirigente confirmou que a possibilidade de elevar o torneio para 64 seleções será analisada pelos órgãos competentes após a conclusão do ciclo atual da competição.
A declaração de Infantino coloca em pauta uma mudança drástica na estrutura do evento, que recentemente passou por uma transição significativa. O debate ganha força em um momento em que a FIFA busca consolidar o formato de 48 equipes, implementado pela primeira vez na edição de 2026, visando uma maior democratização do acesso ao torneio global.
Caminhos para a expansão da Copa do Mundo
A transição de 32 para 48 seleções em 2026 marcou o fim de um padrão que perdurou por sete edições consecutivas. Para Gianni Infantino, a expansão é fundamental para o desenvolvimento do esporte em escala global. O dirigente argumenta que restringir o acesso limita o crescimento técnico de nações emergentes e desencoraja investimentos em federações menores.
A visão da presidência da FIFA é de que o torneio deve representar a totalidade do planeta, transcendendo o domínio histórico de potências da Europa e da América do Sul. Ao oferecer mais vagas, a entidade acredita que estimula o sonho esportivo e a evolução das infraestruturas locais em todos os continentes.
Origem da proposta e resistências políticas
A ideia de um Mundial com 64 times não é inédita e possui raízes na América do Sul. A proposta foi apresentada originalmente pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso, contando com o suporte do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. O projeto chegou a ser encaminhado à FIFA em outubro de 2025, embora não tenha avançado para discussões formais na ocasião.
A iniciativa enfrenta um cenário de resistência complexo. Além de divisões internas na própria Conmebol, confederações como a Concacaf, a CAF e, notadamente, a UEFA, demonstram ceticismo quanto à viabilidade logística e ao nível técnico de uma competição tão extensa. O equilíbrio entre o apelo comercial e a qualidade do espetáculo permanece como o principal ponto de divergência entre as entidades.
Estrutura técnica do formato proposto
Caso a FIFA decida avançar com o modelo de 64 seleções, o desenho tático do torneio sofreria alterações profundas. A proposta prevê a organização das equipes em 16 grupos de quatro participantes cada. Nesse cenário, os dois melhores colocados de cada chave avançariam diretamente para as fases eliminatórias.
Essa configuração eliminaria a necessidade de classificar os melhores terceiros colocados, um modelo que gera debates sobre justiça esportiva no formato atual. A discussão sobre o futuro do torneio ganha contornos especiais com a aproximação da Copa do Mundo de 2030, que celebrará o centenário do evento com uma organização inédita envolvendo seis países-sede: Argentina, Paraguai, Uruguai, Espanha, Portugal e Marrocos. Para mais informações sobre o cenário do futebol internacional, consulte o portal oficial da FIFA.
Fonte: gazetaesportiva.com


































