O Corinthians inicia nesta quarta-feira uma disputa decisiva contra o Estudiantes pelas quartas de final da Copa Libertadores. O confronto de ida ocorre às 21h30, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina. Para detalhar o cenário do adversário, o jornalista argentino Agustín Zabaleta analisou o momento da equipe e os nomes que podem desequilibrar a série.
A dualidade do Estudiantes na temporada
A equipe argentina atravessa um período de instabilidade no cenário doméstico. Após ser eliminada pelo Racing nas oitavas de final do Torneio Apertura, o time ocupa apenas a 13ª colocação do Grupo A no Clausura, apresentando um desempenho abaixo das expectativas. Contudo, o cenário muda drasticamente quando o clube entra em campo por competições continentais.
Segundo Zabaleta, o clube demonstra uma faceta distinta em torneios eliminatórios. A motivação extra e a capacidade de superação em jogos de peso foram evidenciadas na fase anterior, quando o Estudiantes superou a Universidad Católica-CHI com uma vitória por 3 a 0, demonstrando maturidade tática e força coletiva.
Prioridade continental e gestão de Verón
A Libertadores tornou-se o objetivo central da temporada para a diretoria, liderada pelo ex-jogador Juan Sebastián Verón. O clube busca repetir o feito de 2009, ano em que conquistou o título continental e alcançou as semifinais. A meta estabelecida pela gestão é figurar entre as quatro melhores equipes da América, consolidando o projeto esportivo do clube.
Além do prestígio esportivo, a competição possui um peso estratégico para o futuro institucional. O Estudiantes utiliza a pontuação no torneio para melhorar seu posicionamento visando a classificação para o Mundial de Clubes de 2029. Sob o comando técnico de Alexander “Cacique” Medina, o time tenta ajustar suas peças para manter a competitividade em alto nível.
Destaques individuais e peças-chave
O setor ofensivo é liderado pelo centroavante Guido Carrillo, principal referência de gol e artilheiro da equipe na competição. Outro nome que exige atenção da defesa corinthiana é Joaquín Correa, que, segundo o jornalista, apresenta uma evolução técnica significativa desde seu retorno ao futebol argentino após passagem pelo Botafogo.
No gol, a experiência de Fernando Muslera é um fator de confiança, apesar das críticas recebidas após a Copa do Mundo. O sistema defensivo conta com o jovem Tomás Palacios, monitorado pelo mercado internacional, enquanto o meio-campo é sustentado pela capacidade de desarmes de Ezequiel Piovi. O volante é descrito como um jogador de alta qualidade técnica e grande presença em todos os setores do campo.
Desafios para o confronto
O Corinthians chega ao duelo pressionado por uma sequência de quatro derrotas no Campeonato Brasileiro, o que aumenta a carga sobre o técnico Fernando Diniz. O desafio para o time paulista será conter a energia do Estudiantes em seus domínios antes da decisão em São Paulo, marcada para o dia 16 de setembro na Neo Química Arena. O vencedor do confronto enfrentará nas semifinais quem avançar entre Flamengo e Independiente del Valle-EQU.
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Fonte: gazetaesportiva.com

































