O cenário político do Vasco da Gama atravessa um momento de instabilidade acentuada. Na última semana, a gestão liderada por Pedrinho consolidou o afastamento de figuras centrais de sua administração, culminando no rompimento com o 2º vice-presidente geral, Renato Brito Neto. O movimento ocorre em meio a uma série de exonerações que atingiram tanto a diretoria administrativa quanto o Conselho de Governança, Integridade e Compliance (CGIC).
Desdobramentos e mudanças no Conselho de Governança
A reestruturação interna do clube resultou na saída de Felipe Carregal e Sílvio Almeida, que foram exonerados de suas funções no CGIC. Paralelamente, o conselho passou por uma troca em sua presidência. Manoel Cordeiro deixou o cargo, sendo substituído interinamente por Marcelo Macedo, atual vice-presidente de relacionamento com a SAF, conhecido como Tangerina.
O isolamento de Renato Brito e a dissidência interna
A cúpula do clube, sob o comando de Pedrinho, perdeu a confiança em Renato Brito Neto após o vazamento de conversas de um grupo de mensagens denominado “G5 – CRVG”. O grupo, composto por diretores agora exonerados, era visto pela atual gestão como uma ala dissidente. Entre os nomes afastados recentemente estão Raphael Travassos de Souza Avellar, José Luiz Trinta e Luis Guedes.
Em declaração ao portal ge, Renato Brito afirmou que os registros foram descontextualizados e que suas discordâncias sobre a gestão foram comunicadas internamente de forma institucional. O dirigente reiterou que se sente injustiçado, destacando que o grupo de mensagens tinha como objetivo discutir temas da administração do clube associativo, e não conspirar contra a presidência.
Impactos na reforma de São Januário
O afastamento de Renato Brito das funções administrativas impactou diretamente a liderança do projeto de reforma de São Januário. A responsabilidade pela interlocução das obras foi transferida para um conselho formado por Alan Belaciano, Thiago Nascimento e Gustavo Rabelo. Atualmente, o projeto enfrenta estagnação devido à dependência da venda do potencial construtivo.
O orçamento estimado para a revitalização do estádio subiu para R$ 800 milhões, superando a previsão inicial de R$ 500 milhões. Segundo apurações, o reajuste reflete a correção de valores da construção civil ao longo dos anos. O clube aguarda a concretização da compra de terrenos e projeta a venda de naming rights como principal estratégia para viabilizar financeiramente a obra.
Fonte: netvasco.com.br

































