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Crise na Fifa escala com críticas internas à gestão de Gianni Infantino

A estrutura administrativa da Fifa enfrenta um momento de instabilidade sem precedentes após o fracasso do projeto de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE). A subsidiária, que visava gerir ativos comerciais como a Copa do Mundo com uma avaliação estimada em US$ 20 bilhões, tornou-se o epicentro de uma disputa interna que coloca em xeque a liderança do presidente Gianni Infantino.

O desgaste na cúpula da entidade foi evidenciado por um memorando enviado aos funcionários pelo secretário-geral Mattias Grafstrom. Em uma comunicação direta, o segundo nome na hierarquia da organização classificou os desdobramentos recentes como uma série de eventos tristes e repreensíveis, reforçando a necessidade de manter o profissionalismo diante do cenário de turbulência política que atinge a instituição.

Descontentamento e pressão na alta cúpula da Fifa

A mensagem de Grafstrom, revelada pelo portal The Athletic, sinaliza um distanciamento em relação às manobras conduzidas por Infantino. Ao afirmar que indivíduos e momentos de instabilidade vêm e vão, o secretário-geral buscou blindar o corpo funcional da entidade, garantindo que a missão da instituição deve prevalecer sobre as decisões estratégicas que geraram o atual impasse.

Este movimento de resistência não é isolado. O diretor de operações Kevin Lamour também se posicionou publicamente, declarando à Associated Press que a equipe foi induzida ao erro durante a apresentação do projeto. Segundo Lamour, a iniciativa da FFE refletia a vontade de apenas uma pessoa, evidenciando uma falha de governança que culminou na saída de Carlos Cordeiro, um dos principais conselheiros do presidente.

Oposição externa e o futuro da gestão

O projeto da Fifa Forward Enterprise encontrou barreiras intransponíveis após a Uefa liderar uma frente de oposição. A federação europeia questionou a falta de transparência e os riscos de subordinar o futebol aos interesses de investidores financeiros, chegando a ameaçar o boicote às competições organizadas pela entidade global.

O impacto político dessa resistência já se reflete na perda de apoio de federações nacionais. Países como Inglaterra, País de Gales e Sérvia retiraram o respaldo à reeleição de Infantino. O cenário atual coloca o dirigente ítalo-suíço sob intensa pressão, enquanto a credibilidade da gestão da Fifa passa por um escrutínio rigoroso de seus próprios quadros e de parceiros internacionais.

Fonte: uol.com.br

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