O futebol escocês se despede de uma de suas figuras mais longevas. O goleiro Craig Gordon anunciou oficialmente nesta quinta-feira sua aposentadoria dos gramados aos 43 anos. O atleta encerra sua trajetória profissional logo após integrar a delegação da Escócia na Copa do Mundo de 2026, onde ostentou a marca de jogador mais velho entre os 1.248 inscritos na competição.
Embora tenha sido convocado para o torneio mundial, o veterano não chegou a atuar nas partidas da fase de grupos, permanecendo como reserva imediato de Angus Gunn. Em uma mensagem publicada em suas redes sociais, o goleiro expressou gratidão pela oportunidade de representar seu país no maior palco do futebol global: “Foi um privilégio representá-los. Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu. Do fundo do coração, obrigado”.
Legado e trajetória na seleção escocesa
A participação de Craig Gordon na Copa do Mundo de 2026 teve um peso histórico particular. A Escócia não se classificava para o torneio desde 1998, período em que o goleiro ainda não havia iniciado sua carreira na seleção nacional. Ao longo de duas décadas defendendo as cores de seu país, ele acumulou 84 partidas oficiais.
Este número expressivo o consolida como um dos nomes mais frequentes na história da equipe escocesa. Ele figura em um seleto grupo de atletas que mais vestiram a camisa nacional, posicionando-se ao lado de ícones como Kenny Dalglish, Andy Robertson, Jim Leighton e John McGinn.
Trajetória de clubes e números de uma carreira longeva
A carreira de Craig Gordon teve início em 2001, quando foi revelado pelo Hearts e passou um período de empréstimo pelo Cowdenbeath. Após se destacar no clube de Edimburgo, o goleiro buscou novos desafios no futebol inglês, onde defendeu o Sunderland. Posteriormente, retornou à Escócia para uma passagem marcante pelo Celtic, clube onde conquistou diversos títulos e viveu o auge de seu desempenho técnico.
Em 2020, o arqueiro retornou ao Hearts, equipe onde permaneceu até o encerramento de seu ciclo profissional. Ao total, o atleta acumulou 682 partidas por clubes ao longo de 25 temporadas. Sua consistência e longevidade o tornaram uma referência incontestável para as novas gerações de goleiros escoceses, conforme detalhado em registros históricos da Gazeta Esportiva.
Fonte: gazetaesportiva.com


































