O Corinthians iniciou tratativas para resolver a pendência financeira com o atacante Memphis Depay, mantendo aberta a possibilidade de uma futura renovação contratual. Após o anúncio de que o vínculo não seria estendido, o estafe do jogador holandês buscou o clube para alinhar a quitação dos valores devidos, demonstrando uma postura mais conciliadora nos contatos iniciais.
Gestão da dívida e divergências contratuais
Os departamentos jurídico e financeiro do clube foram acionados para avaliar a cobrança apresentada pelos representantes do atleta. O Corinthians reconhece um débito de R$ 77 milhões, montante que engloba R$ 42 milhões referentes ao contrato anterior, acrescidos de juros e correção monetária.
Existe um impasse sobre a abrangência da dívida, uma vez que o estafe de Memphis Depay argumenta que o valor deve incluir termos de um contrato de renovação que não foi formalizado. Enquanto o lado do jogador afirma que houve um acordo entre as partes, fontes da diretoria garantem que o documento nunca foi assinado pelo presidente Osmar Stabile nem registrado nos sistemas internos do clube.
A estratégia de negociação de Osmar Stabile
Apesar do cenário de incertezas, a gestão de Osmar Stabile não descarta um novo entendimento para a permanência do jogador. O presidente tem adotado um método de negociação que ficou conhecido internamente como “estratégia Nike”, em referência ao processo de renovação com a fornecedora de material esportivo no ano anterior, onde o dirigente optou por “esticar a corda” para buscar condições mais favoráveis ao clube.
Essa abordagem, porém, gera divisões internas. Enquanto aliados defendem a eficácia do método, outros setores do clube classificam a estratégia como um erro, avaliando que a repercussão negativa do caso com o atacante acabou prejudicando a imagem da instituição perante o mercado e o próprio atleta.
Alternativas para viabilizar a permanência
Para viabilizar um possível retorno às tratativas, o clube avalia cenários que reduzam o impacto financeiro. Uma das propostas de Osmar Stabile seria a manutenção apenas dos salários anuais de R$ 27 milhões, excluindo benefícios adicionais como verbas de marketing e ajuda de custo, que somariam outros R$ 21 milhões ao pacote original.
O Corinthians também busca o apoio de parceiros comerciais para subsidiar a operação. Conversas com quatro empresas, incluindo uma marca internacional, estão em andamento. Paralelamente, o clube analisa uma proposta de aditivo da Fatal Fans, que sugere elevar o patrocínio atual de R$ 22 milhões para R$ 27 milhões até o final de 2027, embora o valor ainda seja considerado insuficiente para cobrir as demandas globais da negociação com o jogador. Mais informações podem ser acompanhadas no portal UOL.
Fonte: uol.com.br

































