O setor cooperativista brasileiro traçou uma meta ambiciosa para os próximos anos. De acordo com dados divulgados pelo Sistema OCB, a expectativa é que as cooperativas alcancem a marca de R$ 1 trilhão em receita até o final de 2028. O montante representaria um crescimento expressivo de 18% em comparação aos R$ 848 bilhões registrados no ano anterior.
Expansão e números do cooperativismo nacional
O cenário atual reflete uma trajetória de solidez. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, o volume de R$ 848 bilhões movimentado no último ano já sinaliza um avanço de 12% em relação a 2024. A capilaridade do modelo é um dos pilares desse sucesso, com 4,4 mil cooperativas em plena atividade, abrangendo 3.425 municípios brasileiros.
A base social do setor também apresentou números robustos, atingindo a marca de 29 milhões de cooperados em 2025. Embora o setor agropecuário concentre a maior fatia da receita, com R$ 487,3 bilhões — o que equivale a 57,4% do total —, o segmento de crédito detém a maior parte do quadro social, reunindo quase 80% dos associados.
Saúde financeira e gestão de risco
Apesar da expansão, o sistema monitora de perto indicadores de crédito. O Banco Central, por meio do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, apontou que a participação de ativos problemáticos na carteira atingiu 8,3% em agosto de 2025, encerrando o ano em 7,8% após uma trajetória de alta iniciada em 2022.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, defende a resiliência do modelo. Segundo a executiva, a inadimplência nas cooperativas de crédito permanece significativamente inferior à observada nos bancos convencionais. Ela atribui esse desempenho ao forte vínculo relacional e à responsabilidade mútua entre a instituição e seus cooperados.
Monitoramento de tarifas e comércio exterior
O setor também mantém atenção sobre o cenário internacional, especialmente diante dos impactos de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A entidade, por meio de sua gerência de relações institucionais, busca compreender os efeitos desses movimentos tarifários em setores estratégicos, como o café, que figura em listas de exceção.
A estratégia adotada pelo Sistema OCB foca no diálogo permanente e na busca por novos mercados. A entidade reforça a necessidade de diversificar a pauta exportadora nacional, reduzindo a dependência de destinos únicos e fortalecendo parcerias público-privadas para garantir a sustentabilidade das exportações cooperativistas. Mais informações sobre o setor podem ser acompanhadas pelo portal oficial do Sistema OCB.
Fonte: terra.com.br


































