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CBF impõe restrições a estádios sem tecnologia de impedimento semiautomático

CBF impõe restrições a estádios sem tecnologia de impedimento semiautomático

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estabeleceu uma nova diretriz que impactará diretamente o planejamento dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Com o avanço da implementação do sistema de impedimento semiautomático, a entidade determinou que as equipes só poderão mandar seus jogos em arenas que possuam a tecnologia devidamente instalada e operacional.

Exigência tecnológica para jogos da Série A

A medida visa padronizar a qualidade da arbitragem em todo o território nacional. Atualmente, o processo de instalação dos equipamentos está em fase final nos 19 estádios que atendem aos 20 clubes da elite do futebol brasileiro. A CBF assumiu integralmente os custos da implementação, buscando elevar o rigor técnico das decisões em campo.

A nova regra impõe desafios logísticos para as agremiações. Clubes que precisarem deslocar seus mandos de campo devido à indisponibilidade de seus estádios principais, seja por eventos ou reformas, estarão limitados a escolher apenas locais que já contem com o sistema. Essa restrição altera o cenário de alternativas utilizadas anteriormente por times como o São Paulo, que recorria a estádios como o Brinco de Ouro, em Campinas, em situações excepcionais.

Adaptação dos clubes e investimentos privados

Diante da nova política, alguns clubes já iniciaram movimentos de adaptação. O Palmeiras, por exemplo, optou por custear a instalação do sistema na Arena Crefisa Barueri, garantindo que o local permaneça como uma opção viável para mando de campo quando o Nubank Parque não estiver disponível. A estratégia reflete a necessidade de flexibilidade operacional dentro das novas normas da entidade.

O processo de finalização da tecnologia conta com a parceria da empresa Genius, a mesma responsável pelo fornecimento do sistema utilizado na Premier League. A fase atual envolve testes práticos em partidas das categorias de base, garantindo que a inteligência artificial esteja calibrada antes da estreia oficial no torneio principal.

Funcionamento do sistema e precisão na arbitragem

A estrutura do impedimento semiautomático é composta por 27 aparelhos de alta tecnologia posicionados estrategicamente em cada estádio. Esses dispositivos captam imagens que permitem a criação de uma réplica virtual detalhada da partida. A inteligência artificial processa os dados em tempo real, auxiliando a equipe de arbitragem de vídeo (VAR) na tomada de decisão.

A expectativa da CBF é que a tecnologia reduza drasticamente o tempo gasto nas revisões de lances capitais, além de minimizar a margem de erro humano. Com a implementação, o futebol brasileiro busca alinhar-se aos padrões internacionais de arbitragem, proporcionando maior transparência e agilidade para jogadores, torcedores e profissionais envolvidos no espetáculo.

Fonte: netvasco.com.br

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