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CBF implementa novas regras para combater a cera no Brasileirão

CBF implementa novas regras para combater a cera no Brasileirão

Em uma reunião estratégica realizada nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro oficializaram a adoção de um novo conjunto de normas disciplinares. O objetivo central da medida é combater o antijogo e aumentar o tempo efetivo de bola rolando nas partidas, utilizando como base protocolos testados internacionalmente, inclusive durante a última Copa do Mundo.

Regras para combater a cera e aumentar o tempo de jogo

A partir da 23ª rodada, o futebol brasileiro passará por mudanças significativas na dinâmica das partidas. A CBF estabeleceu uma meta ambiciosa de elevar o tempo de bola rolando para 57 minutos, buscando superar a média atual de 52min54s na Série A e 51min09s na Série B. O pacote de medidas foca na agilidade das cobranças de lateral e tiro de meta, que agora possuem um limite estrito de cinco segundos sob pena de perda da posse de bola ou concessão de escanteio ao adversário.

Protocolo de atendimento médico e substituições

Uma das alterações mais impactantes diz respeito ao atendimento médico aos goleiros. Sempre que o arqueiro solicitar assistência em campo, a equipe deverá retirar um jogador de linha por um minuto, medida que visa desestimular simulações de lesão. O mesmo rigor será aplicado às substituições: o atleta substituído terá um prazo máximo de 10 segundos para deixar o gramado. Caso o tempo seja excedido, o jogador que entraria na partida deverá aguardar um minuto fora do campo, deixando seu time em desvantagem numérica temporária.

Implementação da Lei Vini Jr. e ajustes no VAR

O rigor disciplinar também foi ampliado com a adoção oficial da chamada Lei Vini Jr. A regra determina a aplicação de cartão vermelho direto para qualquer jogador, reserva ou substituído que cubra a boca ao se comunicar com um adversário de forma provocativa ou depreciativa. A medida busca coibir comportamentos antidesportivos que frequentemente geram conflitos desnecessários durante os confrontos.

O protocolo do VAR também sofreu expansão técnica. A partir de agora, a tecnologia poderá intervir para corrigir a aplicação equivocada de um segundo cartão amarelo que resultaria em expulsão. Além disso, a entidade já planeja para 2027 a inclusão de revisões para escanteios concedidos erroneamente que culminem em gols ou pênaltis, consolidando um esforço contínuo para reduzir erros objetivos e otimizar a justiça esportiva no país.

Fonte: netvasco.com.br

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