Trajetória e reconhecimento no direito tributário
Mário Junqueira Franco Júnior consolidou sua carreira como um advogado tributarista de destaque, com formação acadêmica pela PUC-Rio e um LL.M. em Direito Econômico Internacional pela New York University (NYU). Em 2026, seu trabalho foi reconhecido pelo ITR World Tax, que o classificou entre os profissionais de referência no Brasil em contencioso tributário, especialidade que envolve disputas complexas entre corporações e o poder público.
Sua experiência no setor público remonta à década de 1990, quando atuou como conselheiro do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, chegando a ocupar a vice-presidência do órgão. Posteriormente, migrou para a advocacia privada, representando grandes grupos econômicos como Itaú, HSBC, Roche, Natura e Dexco em litígios de alta relevância.
Atuação corporativa e setor de cruzeiros
O perfil de Junqueira é marcado por uma longa relação com o setor de cruzeiros. Ele foi administrador e representante legal no Brasil de empresas estrangeiras de grande porte, como a Royal Caribbean e a Pullmantur. No caso da Royal Caribbean, há registros de sua atuação como advogado desde pelo menos 2010, tendo inclusive representado a companhia em audiências no Senado durante a pandemia, em 2020.
O papel na Almirante Participações e na SAF do Vasco
A presença de Mário Junqueira na Almirante Participações e Empreendimentos S.A. é um ponto central em sua atuação atual. O veículo, utilizado por Marcos Lamacchia na tentativa de aquisição da SAF do Vasco, possui uma composição societária onde Lamacchia detém 99% das ações e Junqueira, 1%. Além de atuar como diretor-presidente da companhia, ele tem participado ativamente da estruturação jurídica e das disputas judiciais envolvendo a governança da SAF, incluindo pedidos de reintegração de conselheiros.
Governança e desafios de conflito de interesses
A ascensão de Junqueira levanta questões sobre seu papel futuro na eventual gestão da SAF do Vasco. Como presidente e acionista minoritário da empresa que representa o grupo comprador, ainda não está definido se ele exercerá uma função formal na governança ou se manterá seu foco na estruturação jurídica da operação. O cenário ganha complexidade diante das discussões sobre o blind trust envolvendo Marcos Lamacchia e sua relação familiar com Leila Pereira, o que pode exigir estruturas independentes de controle conforme as normas da CBF.
Fonte: netvasco.com.br

































