A recente rodada do Campeonato Brasileiro trouxe à tona um debate recorrente sobre a fluidez das partidas e o tempo efetivo de jogo. Segundo levantamento da Opta Sports, a média de bola rolando nos dez confrontos foi de 57 minutos e oito segundos, evidenciando uma variação significativa entre os duelos disputados no país.
Disparidade no tempo efetivo de jogo
O cenário revelou uma diferença expressiva entre os extremos da rodada. Enquanto o confronto entre Atlético-MG e Santos, sob o comando do árbitro Alex Gomes Stefano, atingiu a marca de 66 minutos e quatro segundos de bola em movimento, o clássico entre Palmeiras e Corinthians, apitado por Anderson Daronco, registrou o menor tempo, com apenas 51 minutos e 26 segundos.
Essa discrepância de quase 15 minutos entre dois jogos da mesma competição levanta questionamentos sobre a condução das partidas e a dinâmica imposta pelas equipes em campo. Apenas dois jogos da rodada conseguiram superar a marca de uma hora de futebol efetivo: o embate entre mineiros e santistas e o clássico carioca entre Flamengo e Fluminense, que contabilizou 63 minutos e 29 segundos sob a arbitragem de Rafael Rodrigo Klein.
Desempenho das arbitragens e ritmo das partidas
O terceiro lugar no ranking de tempo de bola rolando ficou com o clássico entre Grêmio e Internacional, que somou 58 minutos e 47 segundos, com Rodrigo José Pereira de Lima no apito. Em contrapartida, a rodada também foi marcada por uma lentidão acentuada em diversos estádios, com quatro partidas não atingindo sequer o patamar de 55 minutos de jogo corrido.
Além do clássico paulista, os confrontos entre Vasco e Remo, Coritiba e Botafogo, e Chapecoense e Athletico ficaram abaixo dessa marca. O levantamento, realizado por José Peralta, reforça a necessidade de análise sobre os fatores que interrompem o espetáculo, como paralisações excessivas, atendimento médico e a própria postura dos atletas e da arbitragem durante os 90 minutos.
Fonte: uol.com.br


































