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Botafogo apresenta plano de recuperação judicial com deságios de até 95% para quitar dívidas

Botafogo apresenta plano de recuperação judicial com deságios de até 95% para quitar dívidas

Estratégia financeira para o saneamento das contas do Botafogo

A SAF Botafogo protocolou oficialmente nesta segunda-feira o seu plano de recuperação judicial junto à Justiça. O objetivo central da proposta é equacionar um passivo acumulado de R$ 1,2 bilhão, estabelecendo novas diretrizes para o pagamento de credores e a manutenção da sustentabilidade econômica da instituição a longo prazo.

O documento, que detalha a reestruturação financeira, foi assinado pelo diretor da SAF, Eduardo Iglesias. A gestão do clube sustenta que a entidade encontra-se operacional e economicamente viável, fundamentando essa premissa na entrada de novos investidores e na obtenção de financiamentos estratégicos, como o modelo DIP (Debtor-in-Possession), que inclui aportes de R$ 4,3 milhões e US$ 25 milhões, este último viabilizado pela GDA Luma.

Categorias de credores e aplicação de deságios

O plano de pagamento foi segmentado em diferentes categorias, aplicando descontos variados conforme a natureza da dívida. A proposta prevê um deságio de 95% para credores classificados como partes relacionadas. Para créditos trabalhistas, excluindo o elenco atual, o corte proposto é de 92%, enquanto credores quirografários e empresas de pequeno porte (ME e EPP) enfrentam um deságio de 90%.

Por outro lado, o clube estabeleceu condições diferenciadas para ativos considerados essenciais para a continuidade das operações. Não haverá aplicação de deságios para jogadores que compõem o elenco atual, fornecedores parceiros e entidades de administração esportiva, como a Fifa e a CBF. A priorização desses pagamentos visa garantir a competitividade da equipe e o cumprimento de obrigações regulatórias.

Prazos de pagamento e aprovação judicial

A proposta de reestruturação estipula prazos de pagamento que podem chegar a até 20 anos para determinados grupos de credores. A celeridade no pagamento para os atletas do elenco atual justifica-se pelo papel estratégico desses profissionais como ativos geradores de receita, essenciais para a saúde financeira da SAF.

Para que o plano entre em vigor, ele ainda depende da aprovação em assembleia de credores e da posterior homologação judicial. A transparência do processo, detalhada em reportagem do portal GE, reflete o esforço da diretoria em organizar o passivo histórico do clube dentro do ambiente da recuperação judicial.

Fonte: fogaonet.com

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