O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, esclareceu a situação envolvendo a possível utilização do Estádio Nilton Santos pelo Vasco da Gama. O clube cruzmaltino busca um local para mandar sua partida contra o Boca Juniors, válida pelas semifinais da Copa Sul-Americana, agendada para o dia 20 de outubro. Até o momento, segundo o dirigente, não houve qualquer contato oficial por parte da diretoria vascaína.
Ausência de consultas formais e cautela administrativa
A declaração foi repercutida pelo jornalista Venê Casagrande durante o programa “SBT Sports Rio”, nesta terça-feira (6/10). O dirigente alvinegro enfatizou que, embora mantenha um canal de diálogo aberto, não recebeu nenhuma ligação de Pedrinho, presidente do Vasco, para tratar sobre a locação do estádio para o confronto internacional.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de liberação, João Paulo Magalhães Lins adotou uma postura cautelosa. O mandatário explicou que não pode antecipar uma decisão sem conhecer os termos da proposta, ressaltando que sua prioridade absoluta é o interesse do Botafogo. O dirigente evitou promessas, argumentando que um compromisso precipitado poderia inviabilizar negociações futuras caso as condições apresentadas não sejam vantajosas para o clube.
Relação institucional entre os clubes cariocas
Apesar da indefinição, o presidente do Botafogo fez questão de pontuar que a relação entre as instituições é positiva. Ele destacou que mantém um bom convívio pessoal com o comando vascaíno, mas reiterou que a gestão do estádio segue critérios estritamente profissionais. A decisão final, caso o pedido seja formalizado, dependerá de uma análise técnica e estratégica detalhada.
Acordo histórico e gestão de John Textor
Durante a conversa, foi revelado um contexto histórico relevante sobre a cooperação entre as agremiações. João Paulo Magalhães Lins mencionou que, durante o período em que John Textor atuava como gestor do Botafogo, houve um entendimento prévio para que o Vasco utilizasse o Nilton Santos durante as futuras obras de modernização de São Januário.
Esse histórico de boa convivência serve como base para o diálogo, mas não funciona como uma garantia automática de liberação para o duelo contra os argentinos. O cenário permanece em aberto, aguardando uma movimentação oficial da diretoria do Vasco para que as partes possam avaliar a viabilidade logística e financeira da operação, conforme reportado pelo portal FogãoNET.
Fonte: netvasco.com.br
































