A canoísta brasileira Ana Sátila foi excluída da final do K1 Feminino no Mundial de Canoagem Slalom, realizado em Oklahoma, nos Estados Unidos. A decisão ocorreu após uma aferição técnica realizada na embarcação da atleta logo após a conclusão da prova semifinal, na qual ela havia garantido o tempo necessário para avançar à disputa por medalhas.
O episódio gerou indignação na delegação brasileira, que contesta a precisão dos equipamentos utilizados pela organização do evento. A Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) confirmou que pretende levar o caso à Federação Internacional de Canoagem por meio de um pedido formal de agravo, buscando reverter o resultado que impediu a continuidade da atleta na competição.
Contestação sobre a pesagem e falhas técnicas
A exclusão de Ana Sátila baseou-se em uma reavaliação do peso do caiaque após a semifinal. A equipe técnica brasileira, contudo, argumenta que o mesmo equipamento havia passado por pesagem durante as eliminatórias, ocasião em que foi atestado que o barco estava em conformidade com as normas estabelecidas pela federação.
A delegação aponta falhas recorrentes na calibragem das balanças disponibilizadas no local. Segundo registros da confederação, problemas similares de aferição já haviam sido reportados no dia 22, causando entraves para diversos competidores. A equipe brasileira chegou a trocar mensagens com a organização solicitando novas verificações, mas os pedidos foram ignorados.
Impacto da desclassificação e próximos passos
Após a prova, Ana Sátila chegou a conceder entrevistas comemorando o desempenho técnico e projetando a disputa pelo pódio. A desclassificação posterior interrompeu abruptamente sua trajetória no torneio, frustrando a expectativa de uma medalha para o Brasil na categoria K1 Feminino.
Mesmo diante da apresentação de argumentos sobre a inconsistência dos equipamentos, o recurso inicial apresentado pelo Brasil não foi aceito pelos juízes da prova. A Confederação Brasileira de Canoagem mantém a postura de que houve um erro procedimental grave e seguirá com os trâmites legais junto ao órgão internacional para garantir que a integridade da competição seja preservada.
Fonte: uol.com.br


































