A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sinalizou a possibilidade de abrir um novo processo seletivo para a inclusão de uma 12ª equipe no grid da Fórmula 1. O presidente da entidade, Mohammed ben Sulayem, defende que a expansão estratégica da categoria deve priorizar a entrada de uma fabricante chinesa, reforçando a relevância do mercado asiático para o esporte a motor global.
O dirigente detalhou as tratativas durante o Fórum Europa, realizado em Madri na última sexta-feira, 11. Segundo a FIA, a busca por novos competidores segue critérios rigorosos de viabilidade técnica e financeira, garantindo que qualquer organização interessada apresente projetos sólidos antes de qualquer aprovação oficial.
Interesse estratégico em montadoras da China
A visão de Mohammed ben Sulayem está alinhada com o crescimento acelerado da indústria automotiva chinesa. O presidente da FIA revelou ter mantido reuniões com representantes de gigantes do setor, como BYD e Geely, para discutir o potencial ingresso dessas marcas na elite do automobilismo mundial.
No caso específico da BYD, o dirigente sugeriu inicialmente a aquisição de uma estrutura já existente no grid. Contudo, a fabricante demonstrou preferência por desenvolver um projeto próprio, do zero. Para que essa ambição se concretize, a entidade exige que a marca submeta uma proposta formal e consistente, capaz de atender aos padrões de excelência exigidos pela categoria.
Manutenção do regulamento e estabilidade técnica
Apesar da abertura para novos participantes, a FIA reforçou que não pretende realizar alterações nas normas vigentes para facilitar a entrada de qualquer fabricante. O regulamento deve permanecer estável e ser aplicado de forma equânime, sem concessões que privilegiem novos ingressantes em detrimento das equipes que já compõem o campeonato.
A postura da entidade busca preservar a integridade competitiva da Fórmula 1. A ideia é que, caso uma nova escuderia seja aprovada, ela se integre ao ecossistema existente seguindo as mesmas diretrizes que regem as operações das equipes atuais, incluindo a recente entrada da Cadillac.
Cenário favorável para o automobilismo chinês
A China consolidou sua posição no calendário da Fórmula 1 ao sediar etapas do campeonato mundial e revelar talentos como o piloto Guanyu Zhou. Para a FIA, a combinação de infraestrutura, interesse do público e avanço tecnológico torna o país um candidato natural para ter sua própria equipe de fábrica.
A concretização desse plano elevaria o número de carros no grid para 24, um patamar que não é atingido desde 2012. A expectativa é que a presença de uma marca chinesa fortaleça ainda mais a globalização da categoria, aproveitando o engajamento crescente dos fãs locais com o esporte.
Fonte: uol.com.br

































