A seleção brasileira masculina de vôlei protagonizou um desfecho histórico e negativo na temporada de 2026. Pela primeira vez desde a criação da Liga das Nações, em 2018, a equipe nacional não conseguiu avançar para a fase final do torneio, sendo eliminada precocemente ainda na etapa classificatória.
O encerramento da participação brasileira ocorreu neste domingo (19), em Chicago, nos Estados Unidos. Apesar de uma vitória contundente sobre a China por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/20 e 25/21, o resultado não foi suficiente para reverter a situação delicada em que o time comandado por Bernardinho se encontrava na tabela de classificação.
Cenário de eliminação e dependência de resultados
A eliminação do Brasil foi selada antes mesmo da última partida. Após a derrota sofrida para a Polônia na sexta-feira (17), a equipe dependia de uma combinação de resultados para manter vivas as esperanças de classificação. O cenário tornou-se irreversível na noite de sábado (18), quando a Bulgária superou os Estados Unidos por 3 a 1, garantindo a permanência dos búlgaros à frente dos brasileiros na tabela.
Com o triunfo sobre os chineses, o Brasil encerrou sua campanha com 19 pontos, ocupando a nona posição na classificação geral. A Ucrânia, que fechou a zona de classificação para as quartas de final, somou 23 pontos, distanciando-se da equipe verde e amarela. O regulamento da Liga das Nações define que vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 garantem três pontos ao vencedor, enquanto triunfos por 3 a 2 conferem dois pontos, com um ponto sendo atribuído ao perdedor.
Desempenho individual e retrospecto histórico
No confronto final contra a China, o ponteiro Adriano destacou-se como o principal pontuador brasileiro, anotando 13 pontos, incluindo três aces. O central Flávio, com 12 pontos, e o oposto Darlan, com 11, também mantiveram um bom nível técnico. Do lado adversário, o ponteiro Bin Wang foi o único chinês a atingir dois dígitos, somando 10 pontos.
Este revés em 2026 marca uma quebra drástica na trajetória do Brasil na competição. Nas edições de 2022, 2023 e 2024, o país havia sido eliminado nas quartas de final, sendo essas as piores campanhas até então. Em todos os outros anos, a seleção alcançou, no mínimo, as semifinais, tendo conquistado o título do torneio em 2021.
Impacto da sede e continuidade do torneio
Apesar de ter encerrado a primeira fase na última colocação, a China garantiu sua vaga nas quartas de final por ser o país-sede das finais. Os jogos decisivos estão programados para ocorrer entre 29 de julho e 2 de agosto, na cidade de Ningbo. A Polônia, atual campeã, segue como uma das principais forças a serem observadas na sequência do campeonato.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


































