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Procurador do STJD admite uso de áudio falso do VAR em julgamento de Cacá

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) protagonizou um episódio atípico durante o julgamento que resultou na suspensão do zagueiro Cacá, do Bahia. Na sessão realizada nesta quinta-feira, 27, o procurador Roberto Maldonado apresentou como prova um áudio atribuído ao VAR da partida contra o Vitória, que posteriormente foi identificado como uma simulação.

O caso ocorreu durante a análise de um incidente no clássico baiano, no qual o defensor foi acusado de tentar rasgar a camisa do atleta Jean Lucas. A utilização do material falso gerou questionamentos imediatos por parte da defesa do clube, expondo uma falha na verificação das provas documentais apresentadas pela promotoria da Quarta Comissão Disciplinar.

Admissão de erro e falha na verificação processual

Após ser confrontado pelo advogado Matheus Saleão, que representava a equipe rubro-negra, o procurador Roberto Maldonado reconheceu publicamente o equívoco. O representante do órgão admitiu que não realizou a conferência prévia da autenticidade do arquivo antes de submetê-lo ao colegiado.

Diante da exposição do erro, o procurador solicitou formalmente que o material fosse desconsiderado do processo. A situação levanta debates sobre os protocolos de segurança e validação de provas digitais em tribunais desportivos, especialmente em casos que envolvem a utilização de tecnologias de arbitragem como o VAR.

Precedentes e consequências no tribunal

Não é a primeira vez que áudios de procedência duvidosa aparecem em julgamentos do STJD. Em um episódio anterior, envolvendo o zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, a defesa do clube gaúcha, liderada pelo advogado Rogério Pastl, apresentou um áudio proveniente de uma página de paródias que simulava conversas entre a arbitragem e a equipe de vídeo.

Quanto ao desfecho do julgamento desta quinta-feira, o zagueiro Cacá foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que tipifica condutas contrárias à disciplina. O atleta recebeu uma suspensão de duas partidas. No mesmo julgamento, o jogador Marinho, do Vitória, foi penalizado com uma advertência, enquanto Jean Lucas foi absolvido das acusações. Mais informações sobre o funcionamento do tribunal podem ser consultadas no site oficial do STJD.

Fonte: uol.com.br

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