O lançamento do videoclipe da música “Don’t Panic”, protagonizado pelo atacante Memphis Depay, reacendeu tensões nos bastidores do Corinthians. O material, que traz imagens do Parque São Jorge em chamas e críticas diretas a um vice-presidente, foi interpretado pela diretoria como uma violação contratual, resultando na aplicação de uma multa ao atleta. O episódio ocorre apenas três dias após a oficialização da renovação de seu vínculo com o clube até julho de 2028.
Apesar da repercussão negativa, o jogador buscou o presidente Osmar Stábile para oferecer esclarecimentos. Segundo o atacante, o conteúdo audiovisual foi produzido meses antes de sua publicação e não possuía o intuito de endossar protestos de torcedores contra a gestão administrativa. O clube, contudo, manteve a decisão de punir o jogador por entender que a peça desrespeitou cláusulas de preservação da imagem institucional, conforme reportado pelo UOL.
Histórico de tensões e episódios de desgaste
A relação entre o atleta e a cúpula corintiana acumula episódios de atrito desde o início de 2025. Um dos primeiros pontos de divergência envolveu a numeração da camisa 10, anteriormente utilizada por Rodrigo Garro. Embora o argentino tenha cedido o número, o processo gerou ruídos internos que foram contornados apenas após conversas diretas entre os jogadores, que posteriormente consolidaram uma parceria dentro e fora das quatro linhas.
Em julho de 2025, o clima voltou a pesar quando Memphis notificou o clube devido a pendências financeiras e ausentou-se de um treinamento. Na ocasião, o jogador reuniu-se com o presidente e a comissão técnica para justificar a falta, mas o episódio deixou marcas profundas na confiança entre o departamento de futebol e o atleta. A situação escalou após a conquista da Copa do Brasil, quando o jogador utilizou o vestiário para cobrar publicamente a identificação de responsáveis por vazamentos de seu contrato.
Negociações contratuais e divergências políticas
O desgaste atingiu um ponto crítico durante as tratativas para a renovação do vínculo em agosto de 2026. Enquanto o estafe do jogador e a presidência buscavam um denominador comum, alas da diretoria manifestaram resistência à permanência do atacante, citando preocupações com o impacto financeiro e o ambiente político. O clube chegou a anunciar o encerramento das conversas, que foram retomadas dias depois sob forte pressão interna.
O vice-presidente Armando Mendonça, um dos alvos indiretos das críticas do jogador, classificou a utilização das imagens do Parque São Jorge como “extremamente infeliz”. Embora a diretoria tenha descartado a rescisão do contrato, o caso reforça a fragilidade da convivência entre o jogador e parte da gestão. Enquanto o clube aplica as sanções previstas, o atleta defende que sua manifestação se resume a uma expressão artística, mantendo o impasse sobre o futuro de sua relação institucional com a agremiação.
Fonte: uol.com.br


































