A Fifa oficializou nesta segunda-feira, 17, a saída de Kevin Lamour do cargo de diretor de operações. O desligamento ocorre menos de três semanas após o executivo francês manifestar publicamente seu descontentamento com a condução estratégica da entidade sob a liderança de Gianni Infantino, especialmente no que tange à busca por investimentos privados em competições.
O atrito central envolve o projeto denominado Fifa Forward Enterprise. Em 31 de julho, Lamour declarou que sua equipe havia sido induzida ao erro devido à falta de transparência na apresentação da iniciativa, classificando o plano como uma empreitada de caráter individualista que exigiria maior escrutínio por parte dos líderes políticos do futebol mundial.
Tensões internas e o projeto Fifa Forward Enterprise
A postura de Kevin Lamour foi marcada por um tom de desafio direto à hierarquia da instituição. À época de suas declarações, o então diretor afirmou estar ciente das possíveis consequências profissionais de sua dissidência, ressaltando que priorizaria sua integridade pessoal em detrimento da manutenção do posto. A declaração repercutiu intensamente nos bastidores do esporte global.
A trajetória de Lamour na Fifa foi relativamente curta, tendo sido nomeado para a função apenas em novembro de 2024. Antes de integrar o quadro executivo da entidade máxima do futebol, o profissional acumulou experiência relevante como assessor de Michel Platini durante o período em que o ex-jogador presidiu a Uefa.
Desdobramentos da saída e posicionamento oficial
A confirmação do desligamento foi reportada por veículos internacionais como o The Athletic e a Sky Sports. Em comunicado interno, o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, tratou a rescisão como um consenso entre as partes, mencionando que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa e com respeito mútuo.
O episódio ilustra um momento de turbulência administrativa na organização, que busca equilibrar suas metas de expansão comercial com a governança interna. A saída de um diretor de alto escalão após críticas abertas ao presidente reforça o ambiente de pressão sobre os projetos de longo prazo defendidos por Gianni Infantino para o futuro do futebol profissional.
Fonte: uol.com.br

































