O cenário das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF) no Brasil ganhou um novo capítulo de debate após declarações de Luiz Fernando Casagrande Pereira, presidente da OAB-PR. O advogado, que possui ligação com o Athletico-PR em questões jurídicas envolvendo a Arena da Baixada, afirmou que o clube paranaense detém condições singulares para implementar o projeto mais sólido do país no setor.
Diferenciais estratégicos e patrimoniais do clube
Segundo o jurista, o Athletico-PR se distingue de outras agremiações por possuir um patrimônio líquido avaliado em R$ 1 bilhão. Essa solidez financeira, aliada a uma infraestrutura que já conta com teto e arquibancadas retráteis na Arena, além de um Centro de Treinamento consolidado, permite que eventuais aportes de investidores sejam direcionados integralmente ao departamento de futebol, sem a necessidade de socorrer passivos emergenciais.
Críticas aos modelos de gestão de clubes rivais
Durante a entrevista concedida ao portal Um Dois Esportes, Pereira teceu críticas diretas aos processos de transição adotados por outras instituições. O advogado argumentou que o Athletico-PR não seguiria o caminho de clubes como Botafogo, Vasco, Cruzeiro e Coritiba, que, em sua visão, teriam se “entregado” ao modelo de SAF motivados primordialmente pela urgência de quitar dívidas acumuladas.
A visão sobre a sucessão de Mario Celso Petraglia
O advogado também destacou o papel de Mario Celso Petraglia na construção da identidade administrativa do clube. Para Pereira, a transformação em SAF seria o caminho ideal para garantir a perenidade da gestão após o ciclo do atual presidente, mantendo o rigor na escolha dos parceiros comerciais e o foco em projetos esportivos de longo prazo, em vez de apenas buscar capital de giro imediato.
Fonte: fogaonet.com

































