O ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, manifestou publicamente sua convicção de que o ciclo do técnico Franclim Carvalho no comando da equipe está próximo do fim. Em entrevista concedida ao canal “Botafogo é Tradição” nesta sexta-feira (14/8), o dirigente afirmou que a permanência do treinador é insustentável, independentemente do resultado da partida contra o Vitória, marcada para o próximo domingo em Salvador.
Críticas à gestão e ao desempenho técnico
Montenegro não poupou críticas ao atual momento do clube, relacionando a permanência de Franclim Carvalho a uma herança da gestão de John Textor. Para o ex-dirigente, a recente atuação da equipe na derrota para o Cienciano foi um ponto de ruptura que expôs fragilidades estruturais no comando técnico.
“Acho que a humilhação que aconteceu ontem talvez seja um dos últimos resquícios que ele deixou por aí. O Franclim era uma das últimas coisas que o Textor deixou. Eu digo ‘era’ porque está muito difícil de ele continuar. O Botafogo não merece estagiários”, declarou Montenegro durante a transmissão.
Perspectivas para a sucessão no comando
Ao projetar um sucessor, o ex-presidente destacou a necessidade de cautela financeira, citando o processo de recuperação judicial da SAF como um limitador para contratações de alto custo. Ele mencionou o nome de Jair Ventura, atualmente no Vitória, como uma opção que possui identidade com o clube e um perfil adequado para o momento de reconstrução.
“Não estou muito atualizado dos treinadores de fora. Nos treinadores do Brasil, estou um pouco cansado dos nomes. Quem está fazendo um bom trabalho hoje e acho que tem alguma identidade com o Botafogo é o Jair Ventura. Gosto do perfil dele”, pontuou. O dirigente reforçou que o clube precisa manter o “pé no chão” nos próximos anos para organizar suas finanças antes de voltar a investir em grandes nomes do mercado.
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Fonte: fogaonet.com


































