O Vasco da Gama iniciou uma movimentação intensa nos bastidores para garantir que o estádio de São Januário seja o palco do confronto decisivo da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. A estratégia do clube carioca ocorre após a negativa do consórcio que administra o Maracanã, impedindo a realização da partida no principal estádio do Rio de Janeiro.
Desafios regulatórios e a busca por exceção na Conmebol
O principal obstáculo para a realização do jogo em São Januário é o regulamento da Conmebol, que exige capacidade mínima de 30 mil espectadores para partidas de semifinal e final. O clube busca convencer a entidade sul-americana a abrir uma exceção, utilizando precedentes de outras competições para validar a solicitação.
Para fortalecer o pleito, o Vasco conta com o suporte operacional da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). O objetivo é demonstrar que, com ajustes pontuais, o estádio possui condições de atender aos padrões exigidos para um evento de tal magnitude continental.
Adaptação estrutural para o setor visitante
Um dos pontos mais sensíveis nas negociações é a capacidade destinada à torcida do Boca Juniors. O clube argentino exige um número de ingressos equivalente ao que será disponibilizado aos vascaínos na Bombonera, que gira em torno de 4 mil lugares.
A diretoria cruzmaltina estuda uma adaptação física no setor visitante de São Januário. A proposta envolve o deslocamento de barreiras móveis para ampliar a área destinada aos torcedores rivais, garantindo a paridade de ingressos exigida pelos argentinos e cumprindo as normas de segurança vigentes.
Alternativas e o cenário jurídico
Caso as tratativas para a liberação de São Januário não avancem, o clube não descarta recorrer à esfera judicial para forçar a utilização do Maracanã, repetindo estratégias adotadas em momentos anteriores. A medida é vista como um último recurso para garantir que o mando de campo seja exercido em um local de maior capacidade.
Como alternativa final, o estádio Nilton Santos surge como a opção mais viável no planejamento do clube. A gestão vascaína mantém o foco na viabilização da sua casa histórica, mas monitora o cenário para evitar prejuízos esportivos ou logísticos na competição sul-americana.
Fonte: uol.com.br

































