O técnico Abel Ferreira manifestou forte descontentamento com a arbitragem após o empate do Palmeiras por 1 a 1 contra o Cerro Porteño, em partida válida pela ida das oitavas de final da Libertadores. O confronto, realizado nesta quarta-feira no Nubank Parque, em São Paulo, ficou marcado pela expulsão de Andreas Pereira no segundo tempo, decisão que o treinador classificou como excessivamente rigorosa.
Controvérsia sobre a expulsão de Andreas Pereira
Para o comandante alviverde, o cartão vermelho aplicado a Andreas Pereira aos 30 minutos da etapa final não condiz com a realidade do jogo. Abel Ferreira questionou a disparidade de critérios da arbitragem, mencionando lances anteriores em que jogadores adversários não foram punidos com a mesma severidade após entradas duras, como a sofrida por Roque.
O treinador enfatizou que não houve agressão física, como cotoveladas ou murros, por parte de seu atleta. Segundo ele, Andreas Pereira apenas reagiu a um constante assédio físico do jogador adversário, o que, na visão da comissão técnica, torna a punição desproporcional ao contexto da disputa em campo.
Defesa e apoio a Carlos Miguel
Além da polêmica disciplinar, o jogo foi decidido por um erro individual nos acréscimos, quando o goleiro Carlos Miguel falhou no lance que resultou no empate do Cerro Porteño. Em vez de criticar o arqueiro, Abel Ferreira adotou um discurso de união coletiva, reforçando que o grupo assume a responsabilidade pelos resultados, sejam eles positivos ou negativos.
O técnico destacou que o futebol deve ser encarado como uma sociedade onde todos compartilham o sucesso e as infelicidades. Ao minimizar a falha técnica de Carlos Miguel, o treinador busca manter o foco emocional da equipe para o restante da competição continental, evitando que o erro pontual desestabilize o elenco.
Falta de eficácia ofensiva e volume de jogo
Apesar do resultado frustrante, Abel Ferreira avaliou que o Palmeiras apresentou um desempenho consistente, criando diversas oportunidades claras de gol ao longo dos 90 minutos. O treinador citou nominalmente lances desperdiçados por Roque, López, Allan e Arias, lamentando que o volume de jogo não tenha se traduzido em uma vantagem maior no placar.
Para o comandante, a ineficiência ofensiva foi o principal fator que impediu a vitória no Nubank Parque. Ele reconheceu que, em um torneio de alto nível como a Libertadores, a falta de precisão nas finalizações acaba custando caro, sendo este o ponto central que precisa de correção para os próximos compromissos da temporada.
Fonte: gazetaesportiva.com

































