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China envia pandas gigantes aos Estados Unidos em gesto de diplomacia

China envia pandas gigantes aos Estados Unidos em gesto de diplomacia

A China oficializou neste domingo (27/09) o envio de dois pandas-gigantes para os Estados Unidos, marcando um novo capítulo na estratégia de soft power conhecida como “diplomacia do panda”. Os animais, o macho Ping Ping e a fêmea Fu Shuang, partiram em um voo fretado do Aeroporto Internacional de Chengdu Shuangliu com destino ao zoológico de Atlanta, na Geórgia.

O anúncio da transferência foi feito pelo presidente chinês, Xi Jinping, durante sua cúpula de três dias com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington. Os animais foram apresentados como “embaixadores da amizade” entre as duas nações, consolidando um dos poucos resultados práticos obtidos no encontro diplomático entre os líderes.

Acordo de empréstimo e conservação da espécie

Conforme os termos estabelecidos, Ping Ping e Fu Shuang, ambos nascidos em 2020, permanecerão sob os cuidados do zoológico de Atlanta por um período de dez anos. Os pandas, que viviam na Base de Pesquisa para Reprodução de Pandas-Gigantes de Chengdu, foram submetidos a uma cerimônia de despedida antes da viagem internacional.

A gestão da espécie segue um modelo rigoroso de propriedade estatal chinesa. Segundo o WWF, os pandas-gigantes atingem a maturidade sexual por volta dos 6 anos e podem viver até 30 anos em cativeiro. Pequim mantém o controle sobre a população global desses mamíferos, sendo o exemplar Xin Xin, nascido no México em 1990, a única exceção notável ao monopólio chinês.

O uso estratégico da diplomacia do panda

A prática de ceder pandas para zoológicos estrangeiros é uma ferramenta de influência política amplamente utilizada pela China. O empréstimo serve para estreitar laços bilaterais, mas também funciona como um termômetro das relações internacionais, podendo ser revertido caso o clima político entre Pequim e o país anfitrião se deteriore.

Um exemplo recente desse uso estratégico ocorreu em janeiro, quando a China solicitou o retorno dos gêmeos Lei Lei e Xiao Xiao, que estavam no Japão. A decisão foi tomada após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan, que geraram forte descontentamento por parte do governo chinês.

Fonte: terra.com.br

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