Maurício Maruca oficializou, nesta terça-feira, sua candidatura à presidência do Santos. Ao lado de Rodrigo Marino, que compõe a chapa como vice-presidente, o postulante apresentou as diretrizes da Aliança Santista, grupo que adota o lema “Respeito à história, compromisso com o futuro”. O evento de lançamento ocorreu no Hotel Mercure, em São Paulo, reunindo membros do projeto e a imprensa.
Proposta de profissionalização e gestão do Santos
A chapa defende uma mudança estrutural no modelo administrativo do clube, priorizando a profissionalização de departamentos e a redução da influência política nas decisões executivas. Maruca destacou que o Santos permanece como uma instituição economicamente viável, apesar do passivo superior a R$ 1 bilhão e dos desafios impostos pelo transfer ban.
O projeto de gestão foi estruturado em frentes como governança, finanças, futebol e categorias de base. Para o planejamento esportivo, a chapa assegurou ter estratégias distintas para a temporada de 2027, considerando tanto a permanência na Série A quanto um eventual cenário na Série B do Campeonato Brasileiro.
Diagnóstico financeiro e consultoria especializada
A candidatura conta com o suporte da Outfield para a elaboração de planos financeiros e comerciais. Representantes da consultoria apresentaram um diagnóstico detalhado, apontando um passivo total de R$ 1,232 bilhão e uma dívida líquida próxima de R$ 917 milhões. A estratégia proposta foca na reorganização de dívidas e na implementação de mecanismos permanentes de controle de gastos.
Como parte da estratégia de reestruturação, a chapa anunciou Luciano Paccielo, ex-dirigente do Palmeiras, como o nome responsável pela área financeira. A intenção é separar funções políticas de cargos executivos, garantindo que a gestão seja conduzida por profissionais especializados em suas respectivas áreas.
Posicionamento sobre a SAF e o futuro do estádio
Maruca manifestou forte oposição ao momento em que a atual diretoria conduz as discussões sobre a transformação do clube em SAF. O candidato classificou o processo como temerário, argumentando que uma decisão dessa magnitude exige um período maior de análise por parte dos conselheiros e associados, não devendo ser apressada às vésperas do pleito.
Em relação à Vila Belmiro, o candidato descartou qualquer intenção de demolição. A proposta da Aliança Santista é preservar o estádio como um patrimônio histórico, buscando, contudo, aumentar a receita por meio da realização de mais partidas na capital paulista para expandir o alcance junto à torcida.
Gestão do futebol baseada em dados
No âmbito esportivo, a chapa promete abandonar o amadorismo e o “achismo” em favor de uma metodologia fundamentada em análise de desempenho e scout. Maruca enfatizou que o CT Rei Pelé terá um ambiente mais restrito, com foco total na performance dos atletas e na profissionalização das rotinas de treinamento.
Fonte: gazetaesportiva.com
































