A gestão financeira do Botafogo enfrenta um novo desdobramento relacionado aos direitos econômicos do meia Thiago Almada. Conforme reportado pelo “Blog do Diogo Dantas”, do jornal O Globo, o clube carioca possui um passivo de US$ 10 milhões, equivalente a cerca de R$ 51 milhões, junto a um fundo de investimento que antecipou valores referentes a uma futura negociação do atleta.
Impacto financeiro e a transação com o River Plate
O montante em questão refere-se a uma operação realizada durante a administração de John Textor. O clube optou por antecipar o recebimento de uma quantia que, contratualmente, estaria vinculada a uma futura venda de 50% dos direitos econômicos do jogador. Com a iminente transferência de Thiago Almada para o River Plate, a estrutura dessa dívida ganha contornos mais definidos dentro do planejamento da instituição.
O River Plate está finalizando a aquisição do jogador junto ao Atlético de Madrid por um valor total de US$ 23 milhões, aproximadamente R$ 117 milhões. A complexidade do negócio reside na garantia oferecida pelo clube brasileiro, que utilizou sua fatia dos direitos econômicos de Almada como lastro para o adiantamento financeiro obtido anteriormente.
Recuperação judicial e garantias contratuais
A apuração indica que a dívida de US$ 10 milhões será integrada ao processo de recuperação judicial da SAF do Botafogo. A estratégia adotada pelo clube visava garantir liquidez imediata, antecipando um valor que, pelo contrato original com o Atlético de Madrid, possuía um piso mínimo garantido para o caso de uma venda futura ou, em última instância, a ativação de um gatilho financeiro previsto para o ano de 2029.
Ao antecipar o montante, o clube abriu mão de esperar o prazo limite, buscando recursos para o fluxo de caixa corrente. Agora, o departamento jurídico e financeiro do clube trabalha para equacionar esse compromisso dentro das novas obrigações assumidas pelo processo de reestruturação que o Botafogo atravessa atualmente.
Fonte: fogaonet.com

































