A KTM obteve a autorização necessária para intervir nos motores de suas motocicletas na MotoGP, visando solucionar um problema crônico de confiabilidade que tem afetado o desempenho e a segurança de seus pilotos ao longo da temporada 2026. A fabricante austríaca recebeu o sinal verde das demais equipes e entidades reguladoras para realizar a substituição de um componente defeituoso que causava paradas repentinas durante as provas.
Segurança e consenso entre as fabricantes
A solicitação foi submetida à MSMA e à IRTA após a equipe enfrentar dificuldades recorrentes, sendo o caso mais crítico a falha na moto de Pedro Acosta em Barcelona. O incidente resultou em um acidente envolvendo Álex Márquez, o que elevou a preocupação com a integridade física dos competidores e facilitou o consenso entre as fabricantes, que inicialmente estavam divididas sobre a permissão para abrir os propulsores lacrados.
Procedimento técnico sob supervisão rigorosa
Conforme o regulamento técnico da categoria, a KTM, que se encontra na faixa C das concessões, possui um limite de 8 motores por piloto, todos obrigatoriamente lacrados. A intervenção será realizada na semana que antecede o GP de Aragón e contará com a presença obrigatória de um técnico da IRTA para garantir que apenas a peça defeituosa seja substituída, mantendo a integridade do restante do conjunto mecânico.
Impacto no desempenho e fim das restrições
Para mitigar os riscos enquanto a autorização não era concedida, a equipe optou por limitar as rotações dos motores, medida que impactou diretamente a performance nas pistas. Com a implementação das correções definitivas, a expectativa é que os pilotos possam retomar o uso da potência total das unidades de força, eliminando a necessidade de introduzir novos motores que resultariam em penalidades de largada no pit lane.
Para mais detalhes sobre o regulamento, consulte a página oficial da MotoGP.
Fonte: motorsport.uol.com.br

































