A disputa societária envolvendo o Club de Regatas Vasco da Gama e a 777 Carioca ganhou um novo capítulo nos tribunais. Em uma manifestação recente apresentada no âmbito da recuperação judicial, a empresa contestou os argumentos do clube e reafirmou a competência do juízo recuperacional para fiscalizar e, se necessário, intervir na administração da Vasco SAF.
Conflito de competência e governança na SAF
A 777 Carioca sustenta que a existência de uma câmara de arbitragem para tratar de direitos societários e contratuais não retira a autoridade do juiz responsável pela recuperação judicial. Segundo a empresa, o magistrado possui prerrogativas para acompanhar de perto a gestão da sociedade anônima do futebol, garantindo a transparência necessária durante o processo de reestruturação financeira.
Apontamentos sobre a gestão financeira
No documento protocolado, a gestora trouxe à tona um parecer do Conselho Fiscal que detalha uma série de irregularidades administrativas. Entre os pontos destacados, a empresa cita a ausência de um diretor financeiro formalmente nomeado desde março de 2025, além de dificuldades recorrentes no acesso a atas e documentos internos da instituição.
O relatório também questiona a falta de aprovação das demonstrações financeiras referentes ao ano de 2024. Outro ponto crítico mencionado pela 777 refere-se a investimentos na ordem de R$ 100 milhões destinados à contratação de atletas, realizados, segundo a empresa, sem análises formais que comprovassem a compatibilidade dos gastos com a saúde financeira da SAF.
Impacto nas contratações e próximos passos
A manifestação esclarece que a decisão judicial vigente não proíbe a realização de novas contratações de jogadores. No entanto, impõe uma condição rigorosa: todas as negociações devem ser submetidas à análise e aprovação da gestora judicial nomeada pelo tribunal. A medida visa assegurar que o fluxo de caixa seja preservado durante o período de recuperação.
Além de defender a regularidade de sua representação processual, a 777 informou que aguarda a entrega de um novo relatório elaborado pelo escritório Watchdog. O conteúdo apresentado pela empresa faz parte de sua estratégia de defesa e ainda passará por uma análise criteriosa do juízo antes de qualquer decisão definitiva. Mais detalhes sobre o caso podem ser acompanhados através da cobertura do NetVasco.
Fonte: netvasco.com.br

































