A nona etapa da FIA F2, realizada neste domingo em Hungaroring, foi marcada por uma reviravolta estratégica que garantiu a vitória de Noel León, da equipe Campos. Em uma prova de 37 voltas repleta de nuances táticas, o piloto soube aproveitar o momento ideal para suas paradas nos boxes, superando o domínio inicial de Kush Maini e consolidando seu triunfo na categoria.
Estratégia e o impacto do safety car virtual
A corrida começou com Kush Maini mantendo a liderança, apesar de um travamento de pneus na curva 1. Enquanto isso, Noel León escalava o pelotão, superando Rafa Câmara para assumir a segunda posição. Nas voltas iniciais, Maini impôs um ritmo forte, abrindo uma vantagem de 1,8 segundo sobre León, o que o isolou da zona de ativação do DRS.
A dinâmica da prova mudou drasticamente na 16ª volta, quando León realizou seu pit stop. Pouco depois, a parada de Rafael Villagómez na área de escape da curva 12 acionou o Virtual Safety Car (VSC). Esse incidente foi providencial para León, que conseguiu reduzir a perda de tempo em relação aos rivais que ainda não haviam parado.
A disputa pela liderança e o undercut decisivo
Quando Kush Maini retornou à pista após seu pit stop na 21ª volta, encontrou Noel León já à sua frente. O undercut, potencializado pela neutralização do VSC, foi o fator determinante para a mudança na liderança. A partir desse momento, Maini iniciou uma perseguição intensa, reduzindo a diferença para menos de um segundo na 31ª volta.
Apesar da pressão constante, Maini não encontrou espaço para realizar a manobra de ultrapassagem. O piloto viu seu ritmo ser comprometido pela necessidade de monitorar Rafa Câmara, que se aproximava perigosamente na terceira colocação. Nas voltas finais, León conseguiu restabelecer uma margem de segurança superior a um segundo, garantindo a vitória.
Desempenho dos brasileiros e cenário do campeonato
Rafa Câmara completou o pódio na terceira posição, um resultado fundamental para suas pretensões no campeonato. O piloto brasileiro conseguiu reduzir a distância de pontos em relação aos líderes da tabela, Nikola Tsolov e Gabriel Mini, mantendo-se vivo na disputa pelo título da temporada.
A corrida também destacou a resiliência de outros competidores, como Tasanapol Inthraphuvasak, que optou por uma estratégia diferente ao largar com pneus médios. O piloto da ART Grand Prix conseguiu escalar o pelotão, consolidando-se na quinta posição após ultrapassar Joshua Dürksen na 14ª volta. Para mais informações sobre o calendário, acesse o portal oficial da FIA Formula 2.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































