A segunda etapa do ePrix de Tóquio da Fórmula E foi palco de uma sessão classificatória repleta de desafios e emoções, culminando na conquista da pole position por Edo Mortara. As condições climáticas adversas na capital japonesa, com forte chuva, levaram ao cancelamento do Treino Livre 3 e transformaram a pista em um cenário escorregadio, testando a habilidade e a resiliência dos pilotos desde o primeiro momento.
Em meio a um asfalto molhado e traiçoeiro, os competidores enfrentaram dificuldades para encontrar aderência e registrar tempos competitivos. A imprevisibilidade do clima adicionou uma camada extra de tensão à disputa, onde cada volta representava um risco calculado e a chance de um erro poderia custar caro na busca pela melhor posição de largada.
Condições desafiadoras marcam o início da classificatória em Tóquio
A manhã em Tóquio começou com a pista molhada, uma situação que impactou diretamente o desempenho dos pilotos. No Grupo A, Antonio Felix da Costa se destacou ao liderar a fase inicial com o tempo de 1:15,157. No entanto, a superfície escorregadia cobrou seu preço, com incidentes envolvendo Jean-Éric Vergne e Nico Müller, que acabou sendo eliminado da fase de duelos após escorregar. A equipe Andretti, por sua vez, teve um desempenho aquém do esperado, posicionando seus dois carros nas últimas colocações do grid.
Os pilotos que avançaram para a fase de duelos do Grupo A foram Antonio Felix da Costa, Mitch Evans, Taylor Barnard e Norman Nato. Entre os eliminados, além de Müller e Vergne, estavam Sébastien Buemi, Felipe Drugovich, Jake Dennis e Joel Eriksson, que não conseguiram se adaptar às condições desafiadoras da pista.
Disputas acirradas nos grupos A e B definem os classificados
No Grupo B, a dinâmica foi igualmente intensa. Nyck de Vries estabeleceu o primeiro tempo de referência, mas foi Edo Mortara quem dominou a sessão, registrando o melhor tempo do grupo com 1:14,216. A equipe Mahindra demonstrou força, classificando seus dois carros entre os quatro primeiros, com Mortara e Dan Ticktum garantindo a dobradinha, ao lado de Oliver Rowland.
Em contraste, a Porsche enfrentou um resultado decepcionante, com a eliminação de Pascal Wehrlein, que relatou dificuldades significativas de aderência no traçado. Os pilotos que asseguraram suas vagas na fase final pelo Grupo B foram Edo Mortara, Nyck de Vries, Dan Ticktum e Oliver Rowland. Ficaram de fora da próxima fase Roberto Merhi, Pascal Wehrlein, Nick Cassidy, Maximilian Günther, Jehan Daruvala e Lucas Di Grassi.
Duelos eliminatórios intensificam a briga pela pole
A fase de duelos das quartas de final elevou o nível da competição. Taylor Barnard surpreendeu ao vencer Mitch Evans com o tempo de 1:13,837. Em outro confronto, Antonio Felix da Costa avançou após Norman Nato escorregar, garantindo a vitória por uma diferença de 0,207 segundo. A seguir, Dan Ticktum superou Nyck de Vries com uma volta de 1:13,300, e Edo Mortara demonstrou sua superioridade ao vencer Oliver Rowland com uma margem superior a um segundo, fechando as quartas de final.
Mortara e Da Costa protagonizam final emocionante pela primeira posição
As semifinais prepararam o terreno para a grande decisão. Antonio Felix da Costa garantiu sua vaga na final ao vencer Taylor Barnard. Do outro lado da chave, Edo Mortara confirmou seu bom momento, superando Dan Ticktum e também avançando para a disputa final. O confronto decisivo do treino classificatório colocou frente a frente Mortara e Da Costa. Em uma performance dominante, Edo Mortara venceu Antonio Felix da Costa por uma vantagem de 0,677 segundos, assegurando sua quarta pole position na temporada e reafirmando sua força no campeonato. Para mais detalhes sobre o campeonato, visite o site oficial da Fórmula E.
Fonte: terra.com.br


































