O meia Zenon, nome incontornável nas décadas de 70 e 80, consolidou-se como um dos grandes talentos do futebol nacional. Com passagens marcantes por clubes como Guarani e Corinthians, o jogador catarinense construiu uma carreira vitoriosa, marcada por títulos estaduais e nacionais, além de uma técnica refinada que o colocou entre os principais camisas 10 de sua geração.
A ascensão meteórica de um talento catarinense
Nascido em Tubarão, em 1954, Zenon de Souza Farias iniciou sua trajetória profissional no Hercílio Luz. O que começou quase por acaso, em 1971, rapidamente se transformou em uma carreira de sucesso. Após se destacar pelo Avaí, onde conquistou o Campeonato Catarinense em 1973 e 1975, o atleta ganhou projeção nacional ao se transferir para o Guarani.
No clube de Campinas, viveu um de seus momentos mais gloriosos ao conquistar o Campeonato Brasileiro de 1978. A ligação com o Bugre permanece forte até os dias atuais, com o ex-jogador acompanhando de perto os desafios financeiros e estruturais enfrentados pela instituição, defendendo soluções pragmáticas para a sobrevivência do clube.
O legado no Corinthians e a comparação com ídolos
Após uma passagem pelo Al Ahli, na Arábia Saudita, Zenon chegou ao Corinthians em 1981. O meia foi peça fundamental no bicampeonato paulista de 1982 e 1983, integrando o histórico movimento da Democracia Corintiana. Sua chegada ao Parque São Jorge trouxe o desafio de substituir o ídolo Rivelino, uma responsabilidade que ele assumiu com personalidade.
Embora tenha sido um dos grandes nomes da época, o meia admite que não ter disputado uma Copa do Mundo permanece como uma lacuna em sua trajetória. A concorrência acirrada na seleção brasileira, pela qual atuou em seis partidas, limitou suas oportunidades em palcos mundiais, apesar do reconhecimento técnico que sempre obteve entre pares e torcedores.
Vida pós-gramados e a paixão pelo esporte
Atualmente, aos 54 anos, Zenon mantém sua rotina ligada ao futebol através de diversas frentes. Além de atuar como comentarista em veículos de comunicação de Campinas, ele dedica parte de seu tempo à formação de jovens em sua escolinha e participa ativamente de partidas com o Corinthians Masters e o Brasil Masters, onde colecionou títulos mundiais da categoria.
O ex-jogador ainda nutre o desejo de atuar como treinador, embora critique a cultura imediatista de resultados que domina o cenário nacional. Enquanto pondera seus próximos passos profissionais, ele segue sendo uma voz respeitada no meio esportivo, mantendo viva a memória de uma era de ouro do futebol brasileiro, conforme detalhado em registros históricos do GloboEsporte.com.
Fonte: globoesporte.globo.com
































