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Trump intensifica críticas a Zelensky e defende Putin em meio a polêmico acordo de diesel com a Rússia

Trump intensifica críticas a Zelensky e defende Putin em meio a polêmico acordo de diesel com a Rússia

O ex-presidente americano Donald Trump voltou a ser o centro das atenções ao reiterar suas críticas ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acusando-o de não demonstrar interesse em um acordo de paz para o conflito na Ucrânia. As declarações de Trump surgem após uma nova conversa com o presidente russo Vladimir Putin, na qual, segundo o americano, o líder russo estaria aberto a uma solução diplomática. Essa postura de Trump se alinha a um controverso acordo recém-anunciado entre Washington e Moscou para a compra de diesel russo, gerando debates e reações internacionais.

A situação complexa reflete as tensões geopolíticas atuais, onde a busca por estabilidade econômica nos Estados Unidos se cruza com a continuidade do conflito ucraniano e as sanções impostas à Rússia. As falas de Trump não apenas defendem a posição russa, mas também pressionam a liderança ucraniana, sugerindo a necessidade de uma mudança para facilitar um desfecho negociado.

As Críticas de Trump e a Busca por Acordo de Paz

Em declarações a jornalistas, Donald Trump afirmou categoricamente que a Rússia estaria disposta a negociar o fim do conflito. “Acho que a Rússia gostaria de fechar um acordo, e conversamos sobre isso várias vezes. Mas, por um motivo ou outro, Zelensky não quer fechar um acordo”, declarou Trump. Questionado sobre o teor de sua última ligação com Vladimir Putin na sexta-feira (9), o ex-presidente americano reiterou que “o presidente Putin gostaria muito de ver uma solução”.

Ainda em sua argumentação, Trump defendeu que os ucranianos deveriam ter “um novo líder capaz de chegar a um acordo”. Ele também condenou os ataques de Kiev a refinarias russas, alertando que tais ações “apenas agravam o problema global” de escassez de diesel e que “é melhor ele parar”.

O Polêmico Acordo de Diesel entre EUA e Rússia

A advertência de Trump a Kiev ocorre um dia após o anúncio de um acordo controverso entre Moscou e Washington para a compra em massa de diesel russo. Este pacto é visto como uma medida para aliviar a disparada dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos, iniciada em fevereiro. O diálogo com a Rússia, apesar das sanções ocidentais em vigor, acontece a menos de um mês de eleições legislativas cruciais para o cenário político americano.

Segundo os termos divulgados por Washington e Moscou, a Rússia deve fornecer 300 mil toneladas de diesel aos Estados Unidos e ao mercado mundial a partir de outubro. Posteriormente, essas entregas deverão aumentar para 1 milhão de toneladas em dezembro. O Kremlin afirmou no sábado que o presidente russo, Vladimir Putin, “recebeu com compreensão” as propostas americanas de “medidas visando à desescalada” na Ucrânia durante a conversa telefônica com seu homólogo americano, sem fornecer mais detalhes.

Reações Internacionais e a Resposta Ucraniana

As declarações de Donald Trump sobre o abandono de seu apoio ao presidente ucraniano foram classificadas como “históricas” por Kirill Dmitriev, o principal negociador econômico de Vladimir Putin. Em contrapartida, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, afirmou que Volodymyr Zelensky “conta com o apoio do povo ucraniano” e “merece ser apoiado”. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, manifestou sua “total solidariedade” ao presidente ucraniano durante uma conversa telefônica.

Volodymyr Zelensky, por sua vez, classificou o acordo russo-americano como uma “decisão fraca” por parte dos Estados Unidos e uma “oportunidade lucrativa” para a Rússia reabastecer seus cofres e financiar sua guerra. Ele discutiu “as dificuldades decorrentes do abrandamento das sanções sobre produtos petrolíferos” russos por telefone com seu homólogo francês, Emmanuel Macron. O Palácio do Eliseu não reagiu publicamente ao anúncio do acordo, enquanto Berlim, principal aliado militar de Kiev, limitou-se a “tomar nota” da decisão americana, reafirmando seu apoio à Ucrânia.

A Intensificação dos Ataques e a Crise Humanitária

Em meio a essa dinâmica diplomática, a Ucrânia continua a enfrentar uma intensificação dos ataques russos. Zelensky denunciou novos ataques que deixaram 21 mortos no sábado, quase todos em Zaporíjia, no sudeste do país. “A Rússia expressou seus agradecimentos pelo levantamento das sanções às exportações de diesel lançando cinco bombas contra prédios residenciais em Zaporíjia”, declarou o presidente ucraniano.

Moscou tem intensificado seus ataques contra o território ucraniano nos últimos meses, resultando em um número crescente de vítimas civis. Explosões foram ouvidas no sábado em Kiev, onde ataques russos causaram cortes de energia em massa e a suspensão temporária do funcionamento do metrô. Seis pessoas ficaram feridas nesses ataques ocorridos em plena luz do dia, com cinco delas hospitalizadas, conforme informou o prefeito da capital, Vitali Klitschko.

Fonte: terra.com.br

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