A jogadora de vôlei Tifanny Abreu, do Osasco, manifestou publicamente sua oposição à recente política de elegibilidade implementada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A atleta, que atua no cenário profissional há uma década, classificou a nova diretriz como um retrocesso significativo na inclusão esportiva e afirmou que buscará meios legais para contestar a decisão.
A medida, oficializada na última sexta-feira, estabelece a identificação do gene SRY como critério determinante para a participação em competições nacionais. A mudança impacta diretamente a continuidade de Tifanny em torneios de elite, como a Superliga, a Supercopa e a Copa Brasil, gerando um cenário de incerteza sobre o futuro da atleta nas quadras brasileiras.
Impactos da nova política de elegibilidade no voleibol
Em um depoimento emocionado, Tifanny descreveu o momento como um dos mais desafiadores de sua trajetória profissional. A jogadora argumentou que a restrição imposta pela entidade não afeta apenas sua carreira individual, mas também reverbera entre torcedores, patrocinadores e toda a estrutura do Osasco, clube que defende atualmente.
A atleta enfatizou que a decisão da CBV retira dela o direito ao exercício de sua profissão e o acesso ao esporte que pratica há dez anos. Durante a declaração, feita após a partida contra o Pinheiros, a jogadora reafirmou seu compromisso em lutar pela reversão da norma, declarando categoricamente que não pretende se calar diante das restrições impostas.
Divergências entre instâncias esportivas
Embora a nova política da CBV tenha gerado um impasse nacional, a situação de Tifanny permanece distinta no âmbito estadual. A Federação Paulista de Vôlei optou por manter as normas que estavam em vigor no início do Campeonato Paulista, garantindo, por ora, a participação da atleta na competição regional.
Essa disparidade regulatória destaca a complexidade do debate sobre critérios de gênero no esporte de alto rendimento. Enquanto a entidade nacional endurece os requisitos, a manutenção das regras anteriores em torneios estaduais permite que a jogadora continue em atividade, ao menos temporariamente, enquanto avalia os próximos passos jurídicos e administrativos contra a nova diretriz. Para mais detalhes sobre as normas esportivas, consulte o portal oficial da Confederação Brasileira de Voleibol.
Fonte: uol.com.br
































