A busca pelo topo na Liga das Nações
Com mais de duas décadas à frente da seleção brasileira feminina de vôlei, o técnico José Roberto Guimarães encara um desafio decisivo. Amanhã, às 8h30 (de Brasília), o Brasil entra em quadra contra a Turquia com o objetivo de conquistar, pela primeira vez, o título da Liga das Nações (VNL). O torneio, que substituiu o antigo Grand Prix em 2018, tornou-se uma barreira histórica para a equipe nacional.
A trajetória do Brasil na competição tem sido marcada por uma sequência de quase conquistas. A seleção chegou à final em cinco oportunidades, acumulando vice-campeonatos em 2019, 2021, 2022 e 2025. Superar esse histórico de segundas colocações é o foco central do trabalho de Zé Roberto, que vê na atual fase do grupo uma oportunidade real de mudança.
Momentum após vitória contra a Itália
A confiança da equipe brasileira cresceu significativamente após a semifinal. O Brasil superou a Itália, atual bicampeã da VNL e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, em uma partida emocionante que terminou em 3 sets a 2. Esse resultado consolidou o bom momento das atletas e reforçou a estratégia do treinador para a decisão.
Sobre o confronto final, José Roberto Guimarães destacou a importância do momento para o grupo: “A gente nunca venceu esse campeonato. É uma grande chance que a gente tem, uma grande chance que nós proporcionamos ao nosso time, e precisamos dar continuidade a isso”. A expectativa é que a equipe mantenha o ritmo intenso apresentado contra as italianas para enfrentar as turcas, que garantiram a vaga após vencerem a China por 3 sets a 0.
O peso da história e o jejum de títulos
A conquista da VNL representaria mais do que um troféu inédito; seria o retorno do Brasil ao topo dos principais torneios do voleibol mundial. Enquanto o país acumulou 12 títulos no antigo Grand Prix entre 1993 e 2017, a transição para o formato atual da Liga das Nações trouxe um desafio de adaptação que a seleção ainda busca superar.
O cenário de finais tem sido um obstáculo recorrente em diversas competições. No Campeonato Mundial, o Brasil também persegue o primeiro ouro, somando quatro vice-campeonatos (1994, 2006, 2010 e 2022) e dois bronzes (2014 e 2025). Já nos Jogos Olímpicos, embora o país seja bicampeão (Pequim 2008 e Londres 2012), o último título completou 14 anos, com a equipe buscando retomar o protagonismo absoluto que marcou a história da modalidade. Para mais informações sobre o calendário esportivo, consulte a FIVB.
Fonte: uol.com.br
































