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Vavá: a trajetória do ídolo vascaíno que fez história em finais de Copa do Mundo

Vavá: a trajetória do ídolo vascaíno que fez história em finais de Copa do Mundo

Edvaldo Izídio Neto, mundialmente conhecido como Vavá, consolidou seu nome no panteão dos maiores ídolos do Vasco da Gama através de uma carreira marcada pela entrega física e pelo oportunismo dentro da área. Apelidado de “Peito de Aço”, o atacante pernambucano não apenas se destacou em São Januário, onde conquistou 12 títulos, mas também escreveu capítulos decisivos na história da Seleção Brasileira.

O pioneirismo de Vavá em finais de Copa do Mundo

Vavá detém um feito raro no futebol mundial: ele foi o primeiro jogador a marcar gols em duas finais de Copa do Mundo distintas. Em 1958, na Suécia, o atacante balançou as redes duas vezes na vitória por 5 a 2 que garantiu o primeiro título mundial ao Brasil. Quatro anos depois, em 1962, ele voltou a marcar em uma decisão, anotando o terceiro gol no triunfo por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia.

Este nível de protagonismo em momentos decisivos coloca o ex-jogador em um grupo extremamente seleto. Apenas outros quatro atletas na história alcançaram a marca de marcar em duas finais de Mundiais: Pelé, Zidane, Paul Breitner e Mbappé. Com nove gols marcados em Copas, Vavá permanece como um dos maiores artilheiros brasileiros na competição, figurando ao lado de nomes como Ademir Menezes e Jairzinho.

A identificação profunda com o Vasco da Gama

A relação entre Vavá e o Vasco iniciou-se em 1952, quando o jogador chegou ao clube carioca vindo do Sport. Ele assumiu a responsabilidade de suceder o ídolo Ademir Menezes e rapidamente conquistou a torcida, marcando o gol que garantiu o título estadual logo em sua temporada de estreia, em uma vitória por 2 a 1 sobre o Bangu.

Durante sua passagem pelo clube, que durou até 1958, o atacante disputou 259 partidas e marcou 148 gols, números que o consolidam como o oitavo maior artilheiro da história cruzmaltina. Entre as conquistas de destaque no período estão o Torneio Rio-São Paulo de 1958 e três títulos do Campeonato Carioca, além de diversas taças internacionais que elevaram o prestígio do Vasco na época.

Vigor físico e o legado do Peito de Aço

O estilo de jogo de Vavá era definido pela combatividade. Enquanto companheiros como Garrincha e Pelé encantavam pela técnica refinada, Vavá compensava com uma entrega física impressionante, frequentemente deixando o campo com as chuteiras danificadas após partidas intensas. Relatos da época indicam que o atacante chegou a atuar com uma fissura no pé, reforçando a alcunha de “Leão da Copa”.

Após encerrar sua trajetória nos gramados, Vavá manteve sua paixão pelo futebol e pelo clube de coração até seu falecimento, em 2002, aos 67 anos. Segundo relatos de amigos próximos, como Evaristo de Macedo, um dos grandes lamentos do ex-jogador foi não ter tido a oportunidade de comandar o Vasco como treinador, um sonho que carregou até seus últimos dias. Mais informações sobre a história do clube podem ser encontradas no ge.

Fonte: netvasco.com.br

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