O Vasco deu um passo estratégico importante para realizar a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors em seu estádio, São Januário. Representantes do clube reuniram-se nesta tarde com órgãos da Prefeitura do Rio de Janeiro, incluindo o Centro de Operações e Resiliência (COR) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), obtendo uma sinalização positiva para a viabilidade do evento.
Apoio municipal e plano operacional
Durante a reunião, que contou também com a presença da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), o Vasco apresentou seu plano operacional detalhado. A prefeitura demonstrou abertura para adaptações necessárias, como a possível ampliação do setor destinado aos visitantes, uma das exigências para atender aos padrões da Conmebol.
A diretoria cruzmaltina encara o aval municipal como um argumento de peso. Com o suporte documental das autoridades locais, o clube pretende convencer a Conmebol a abrir uma exceção quanto à capacidade mínima de 30 mil lugares exigida pelo regulamento da competição para esta fase.
O entrave da Polícia Militar
Apesar do otimismo com a prefeitura, o clube ainda aguarda um parecer favorável da Polícia Militar. O aval das forças de segurança é indispensável para que o plano operacional seja validado. Existe a expectativa de que o Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (Bepe) colabore, mesmo após restrições anteriores impostas a clássicos no local.
Caso a Polícia Militar não aprove o projeto, o Vasco enfrentará dificuldades técnicas para garantir a segurança do espetáculo. A cúpula vascaína mantém o Maracanã em stand by como alternativa, não descartando recorrer à Justiça caso o consórcio do estádio mantenha a negativa de uso, conforme reportado pelo UOL.
Pressão por exceção na Conmebol
O Boca Juniors, adversário argentino, não impôs resistência à escolha de São Januário, desde que as condições de acomodação para sua torcida sejam atendidas. O Vasco busca agora o apoio da CBF e da Ferj para dialogar diretamente com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.
A diretoria do clube carioca tenta contornar o ressentimento da entidade sul-americana, que teria se incomodado com a utilização frequente de equipes reservas pelo Vasco ao longo do torneio. O clube defende que sua torcida de dimensão nacional justifica a realização do jogo em sua casa histórica, diferenciando o caso de precedentes como o do Independiente del Valle, que atuou em estádio menor por possuir uma base de torcedores reduzida.
Fonte: uol.com.br


































