O Vasco da Gama avalia medidas estratégicas para o clássico contra o Flamengo, marcado para o dia 28 de outubro pelo Campeonato Brasileiro. A diretoria cruzmaltina considera retirar a partida do Maracanã caso o rival mantenha a negativa em liberar o estádio para compromissos do clube em outras competições, como a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana.
A possibilidade de realizar o confronto em São Januário ou até mesmo em Manaus ganha força nos bastidores. A intenção do clube é garantir a presença de 90% de torcedores vascaínos nas arquibancadas, revertendo a lógica de divisão igualitária que costuma reger os clássicos cariocas no principal palco do futebol estadual.
Impasse sobre o uso do Maracanã
O cenário de tensão reflete a ausência de um contrato formalizado para o uso do Maracanã em 2025. Embora existisse um memorando de entendimento, o documento não foi assinado pelo Consórcio Fla-Flu, restando apenas o respaldo das diretorias de Flamengo e Fluminense. O Vasco alega possuir evidências de que o compromisso de assinatura havia sido firmado anteriormente, o que torna a situação atual um ponto de conflito direto entre as instituições.
Disputa jurídica e licitação
Além da estratégia para o clássico, o Vasco mantém uma postura combativa em relação à gestão do estádio. O clube pretende levar à Justiça o questionamento sobre a licitação do Maracanã, buscando impugnar o processo atual. A medida é vista como uma tentativa de reverter a exclusividade que o consórcio detém sobre a administração da praça esportiva, que é um dos principais ativos do futebol carioca, conforme reportado pelo jornal O Globo.
A movimentação do Vasco sinaliza o fim da trégua verbal que permitia a realização de clássicos com divisão de torcida no Maracanã. Caso a diretoria decida seguir com o plano de levar o jogo para outra praça, o acordo informal de reciprocidade entre os clubes será oficialmente ignorado, escalando a crise política que envolve os gigantes do Rio de Janeiro.
Fonte: netvasco.com.br
































