Em uma nova investida jurídica, o sócio e advogado do Vasco, Marcus Vinicius de Menezes Reis, protocolou um pedido de tutela de urgência na 2ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro. O objetivo central é assegurar a realização da partida contra o Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana, no estádio do Maracanã, no próximo dia 20 de outubro.
A estratégia, que marca uma mudança de foco na ação popular em curso, busca agora compelir o Governo do Estado do Rio de Janeiro a intervir diretamente na gestão do complexo esportivo. A petição sustenta que, na condição de poder concedente, o Estado possui a prerrogativa legal de determinar a disponibilização do equipamento para o evento esportivo de grande relevância.
Argumentos jurídicos e intervenção estatal
O documento apresentado à Justiça fundamenta a necessidade de intervenção baseando-se em manifestações prévias de órgãos de segurança. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), por meio do BEPE, reiterou em 7 de outubro que o Maracanã é a opção mais adequada para receber o confronto, descartando a viabilidade técnica de outros locais como o Nilton Santos.
Além disso, o pedido incorpora uma recomendação assinada por seis promotores do GAEDEST. O grupo identificou indícios de tratamento discriminatório contra o clube cruzmaltino e recomendou formalmente a liberação do estádio. O autor da ação aponta que, apesar do ofício enviado pelo Procurador-Geral de Justiça ao governador, o Estado permanece omisso diante das orientações dos órgãos públicos.
Controvérsias sobre o gramado e gestão
A petição contesta os argumentos técnicos da concessionária que administra o estádio sobre a impossibilidade de uso do gramado. O advogado confronta tais alegações com publicações oficiais da própria gestão do Maracanã e da empresa Greenleaf, que indicam a plena recuperação do campo e sua capacidade de suportar uma sequência intensa de partidas.
Como medida alternativa, caso a concessionária insista na inviabilidade técnica, o sócio solicita o remanejamento de outros eventos já agendados. O intuito é viabilizar a semifinal continental, garantindo que o clube possa exercer seu direito de mando de campo no principal palco do futebol carioca.
Prazos e exigências judiciais
A urgência do pleito é justificada pelo cronograma da CONMEBOL. O prazo final para a indicação oficial do estádio que sediará a partida encerra-se neste sábado, 10 de outubro. O pedido de liminar requer que o Estado ordene à concessionária a liberação do local em um prazo máximo de 24 horas.
A ação, que tramita em primeira instância, também solicita a aplicação de multa diária em caso de descumprimento da ordem judicial. Alternativamente, foi requerida uma manifestação formal da Procuradoria-Geral do Estado dentro do mesmo período de 24 horas para esclarecer sua posição sobre o impasse. Mais informações podem ser acompanhadas pelo portal Netvasco.
Fonte: netvasco.com.br

































