Em um movimento que sinaliza o avanço das tratativas para a resolução de conflitos societários, a 777 Carioca LLC, o Club de Regatas Vasco da Gama e a Vasco da Gama Sociedade Anônima de Futebol apresentaram uma petição conjunta à Justiça. O documento, protocolado em 2 de setembro de 2026, informa a desistência da tutela cautelar antecedente de número 3111644-78.2026.8.19.0001, que tramitava na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Acordo para a extinção do processo na 4ª Vara Empresarial
A iniciativa das partes busca encerrar formalmente o litígio que, anteriormente, havia resultado no afastamento de Pedrinho da presidência da SAF. Segundo o texto apresentado ao juízo, a desistência da 777 foi acompanhada pela concordância expressa tanto do clube associativo quanto da própria Vasco SAF. O pedido fundamenta-se no artigo 485, inciso VIII, do Código de Processo Civil, que trata da extinção do processo sem resolução de mérito por desistência da parte autora.
Responsabilidades financeiras e custos processuais
O termo de acordo estabelece critérios claros para a divisão dos encargos decorrentes da medida judicial. Ficou definido que a 777 Carioca arcará com a totalidade das custas e despesas processuais associadas à ação. Em relação aos honorários advocatícios, o entendimento entre as partes prevê que cada uma será responsável pelo pagamento dos profissionais que representam seus respectivos interesses, sem condenação cruzada em honorários de sucumbência.
Contexto jurídico e desdobramentos futuros
Embora a petição represente um passo significativo na pacificação das relações entre a antiga controladora e a instituição carioca, especialistas jurídicos apontam que o encerramento definitivo depende da homologação pelo magistrado responsável. É importante ressaltar que a desistência desta ação específica não implica, por si só, a renúncia a outros direitos ou a autorização imediata para a transferência de controle acionário da Vasco SAF para novos investidores.
A movimentação ocorre em um cenário de recuperação judicial, onde o clube busca estabilizar sua governança e equacionar passivos. A medida reflete a estratégia das partes em reduzir o volume de disputas nos tribunais, focando na viabilidade operacional da SAF enquanto o processo de reestruturação do Vasco da Gama segue sob supervisão judicial.
Fonte: netvasco.com.br

































