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Zelenskiy critica Washington e Ucrânia retoma ofensiva contra refinarias russas

A Ucrânia retomou nesta quinta-feira suas operações ofensivas contra instalações petrolíferas em território russo, atingindo uma refinaria na região de Ryazan. O movimento marca o fim de um período de contenção estratégica adotado por Kiev após o anúncio de um cessar-fogo energético proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no último domingo.

Retomada de ataques a refinarias russas

O governador de Ryazan, Pavel Malkov, confirmou via Telegram que um ataque de drones resultou em um incêndio de grandes proporções na refinaria local. As equipes de emergência permanecem no local para conter as chamas e avaliar a extensão dos danos materiais causados pela ofensiva ucraniana.

A decisão de retomar os ataques foi confirmada pelo presidente Volodymyr Zelenskiy em entrevista ao Financial Times. Segundo o líder ucraniano, a paciência de seu governo esgotou-se diante da continuidade dos bombardeios russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia, que deixaram cerca de 600 mil pessoas sem eletricidade na última quarta-feira.

Tensões diplomáticas e o papel de Washington

Zelenskiy manifestou forte indignação com a postura da administração norte-americana, acusando Washington de priorizar acordos comerciais com Moscou em detrimento da segurança ucraniana. O presidente criticou o que classificou como favoritismo de Donald Trump em relação a Vladimir Putin, especialmente após o anúncio de um acordo de fornecimento de diesel entre os dois países.

O governo ucraniano alega que os EUA utilizaram o acesso a dados de inteligência como moeda de troca para forçar a suspensão dos ataques às refinarias. Zelenskiy afirmou que oficiais militares norte-americanos teriam condicionado o compartilhamento de informações estratégicas à interrupção das ofensivas contra o setor energético russo.

Impactos na tecnologia militar e comunicações

Além das disputas diplomáticas, a Ucrânia enfrenta dificuldades operacionais com o sistema de satélites Starlink. Autoridades locais relataram uma redução deliberada na velocidade da rede, o que tem prejudicado o comando e controle das tropas na linha de frente, bem como a precisão de ataques de médio alcance.

Elon Musk declarou que a versão militar do sistema, denominada Starshield, está sob controle direto do governo dos EUA, a quem cabe definir eventuais limitações técnicas. Contudo, Zelenskiy refutou a tese de falha técnica, classificando a degradação do serviço como uma decisão política deliberada para pressionar Kiev a manter a trégua energética.

Fonte: terra.com.br

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