O Troféu Brasil de Atletismo, competição de maior tradição na modalidade no país, celebra sua 45ª edição com um retorno emblemático. Após um período de ausência, o torneio volta a ser realizado no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo, palco que passou por uma ampla revitalização orçada em R$ 88 milhões. A reabertura do espaço marca um novo capítulo para o esporte nacional, oferecendo uma infraestrutura de ponta para os atletas.
Infraestrutura de elite e certificação internacional
O estádio, que recebeu o Troféu Brasil pela última vez em 2014, apresenta agora melhorias significativas que o colocam em um patamar de excelência global. A reforma contemplou a instalação da primeira pista de nove raias na América Latina, que já conta com a certificação Classe 1 da World Athletics. Essa qualificação técnica garante que o local esteja apto a sediar eventos internacionais de alto nível, atendendo aos padrões exigidos para a homologação de recordes mundiais.
Legado histórico e recordes vigentes
O Ibirapuera possui uma conexão profunda com a história do atletismo brasileiro, tendo sediado o Troféu Brasil desde 1976. O local detém diversos recordes da competição que permanecem vigentes até hoje. Entre as marcas masculinas, destacam-se o salto em altura de Jessé Farias de Lima, com 2,28 m, e o lançamento do martelo de Wagner Domingos, que atingiu 75,47 m em 2014. No feminino, o resultado mais longevo pertence a Orlane dos Santos, que alcançou 1,91 m no salto em altura em 20 de julho de 1989.
Presença de estrelas e novas promessas
A edição deste ano reúne 960 atletas, sendo 560 homens e 400 mulheres. Entre os nomes de maior destaque estão o campeão mundial de marcha atlética Caio Bonfim e o velocista Alison Santos, o Piu, medalhista olímpico nos 400 m com barreiras. A competição também serve como vitrine para a nova geração, sendo o último compromisso antes do Mundial Sub-20, com talentos como a velocista Hakelly Maximiano.
Homenagem ao bicampeão olímpico
Além da disputa esportiva, o evento presta uma homenagem especial aos 70 anos do bicampeonato olímpico de Adhemar Ferreira da Silva. As medalhas desta edição foram desenhadas com inspiração no salto do atleta, que conquistou o ouro no salto triplo em Helsinque-1952 e Melbourne-1956. O gesto reforça a importância de preservar a memória dos grandes ídolos que pavimentaram o caminho para o atletismo brasileiro atual.
Fonte: uol.com.br


































