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Ex-lutador do UFC Tim Kennedy é baleado em emboscada na República Democrática do Congo

Ex-lutador do UFC Tim Kennedy é baleado em emboscada na República Democrática do Congo

O ex-lutador do UFC Tim Kennedy foi alvo de um ataque armado enquanto atuava no leste da República Democrática do Congo. O incidente, ocorrido em 17 de setembro, resultou em três disparos contra o ex-atleta, que integrava uma equipe ligada a Erik Prince, fundador da antiga empresa militar privada Blackwater. A emboscada, registrada na província de Kivu do Sul, deixou um saldo trágico de aproximadamente 20 mortos e feridos, incluindo civis e um ex-membro das Forças Especiais da Nova Zelândia.

Trajetória militar e carreira no esporte

Conhecido por sua passagem pelo octógono entre 2013 e 2017, Tim Kennedy construiu uma carreira marcada pela dualidade entre o esporte de elite e o serviço militar. Durante seu tempo como profissional de artes marciais mistas, ele acumulou um cartel de 18 vitórias e 6 derrotas. Paralelamente às lutas, ele serviu como atirador de elite e integrante das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, mantendo suas atividades militares mesmo durante o auge de sua trajetória no UFC.

Contexto do ataque e tensões regionais

O ataque ocorreu em uma região estratégica e marcada por instabilidade política. Fontes de segurança locais sugerem que o grupo foi monitorado por drones de vigilância, levantando suspeitas sobre a participação de militares de Ruanda na operação. O governo ruandês nega qualquer envolvimento ou apoio ao grupo rebelde M23, que mantém o controle de diversas áreas ricas em minerais no leste congolês, como ouro, lítio e tântalo.

Assistência médica e desdobramentos

Após ser atingido na perna, Tim Kennedy foi submetido a procedimentos médicos e atualmente recebe tratamento no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, localizado nos arredores de Washington. O caso destaca a complexidade das operações de segurança privada na região, onde a empresa Vectus Global, de Erik Prince, presta serviços de consultoria ao Exército congolês. Até o momento, a companhia não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido, conforme reportado pela Reuters.

Fonte: uol.com.br

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