A oposta Tiffany Abreu, atleta do Osasco, manifestou-se publicamente após a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de restringir a participação de mulheres trans em competições nacionais a partir da temporada 2026/27. O posicionamento da jogadora ocorreu logo após a partida contra o Pinheiros, realizada no Ginásio José Liberatti, em Osasco, no último sábado.
Com uma trajetória consolidada de 10 anos no voleibol feminino, a atleta de 41 anos classificou a medida como um retrocesso significativo para a inclusão esportiva. A jogadora reforçou que a decisão impacta não apenas sua carreira profissional, mas também a estrutura de seu clube, patrocinadores e a representatividade de pessoas trans no cenário esportivo nacional.
Impactos da nova política de elegibilidade da CBV
A determinação da CBV fundamenta-se na Política de Proteção da Categoria Feminina, estabelecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em março deste ano. O novo protocolo implementado pela confederação nacional prevê a verificação de elegibilidade por meio da triagem do gene SRY, estabelecendo critérios rígidos para a participação de atletas em torneios oficiais.
Para Tiffany Abreu, a implementação desses métodos de testagem remete a práticas superadas do século passado. A oposta comparou o atual cenário à forma como atletas eram avaliadas nas décadas de 60 e 70, classificando o processo como vexatório e excludente para a diversidade no esporte de alto rendimento.
Medidas jurídicas e defesa da permanência no esporte
Diante da proibição, a atleta confirmou que pretende buscar meios para contestar a decisão da entidade. A jogadora enfatizou que não pretende encerrar sua trajetória no vôlei sem lutar pelo que considera ser o seu direito fundamental à prática profissional e à visibilidade.
Apesar da nova diretriz para competições nacionais, Tiffany Abreu segue liberada para atuar no Campeonato Paulista. A atleta reafirmou seu compromisso com a carreira e declarou que tomará todas as medidas cabíveis para garantir que sua luta pela inclusão não seja interrompida pela nova política da Confederação Brasileira de Vôlei.
Fonte: gazetaesportiva.com


































